*Matéria atualizada às 10h35 para informações adicionais
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Produtores rurais de Araçatuba (SP) participaram de um tratoraço ("carreata" de tratores) contra o aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de produtos agropecuários promovido pelo Governo de São Paulo, realizado na manhã desta quinta-feira (7).
Apesar de a medida ter sido suspensa pelo governador João Doria (PSDB), a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) decidiu manter a manifestação, que ocorre de forma pacífica.
Em Araçatuba, o tratoraço é organizado pelo Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) e o grupo se reuniu no antigo posto de combustíveis Absoluto, às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300).
Mais de 50 tratores participam do ato e percorrem as avenidas Brasília, Pompeu de Toledo e Café Filho, encerrando a manifestação na rua Anhanguera, que é paralela à Rondon.
ICMS
Segundo informado pelo presidente do Siran, Fábio Brancato, a medida pretendida pelo governo do Estado taxaria alguns produtos e insumos agrícolas. No caso de adubos e fertilizantes, milho em grão, farelo de soja, sementes, produtos veterinários, defensivos e rações, que são isentos, passariam a pagar 4,14% de ICMS.
O óleo diesel e o etanol, que tinham alíquota de 12% passariam para 13,3%; embalagem de ovos passariam a ter alíquota de 9,4% contra os atuais 7%.
Birigui
Produtores agrícolas de Birigui e outras cinco cidades também promoveram manifestação contra a medida do Governo do Estado.
Os profissionais de Bilac, Braúna, Brejo Alegre, Coroados e Glicério percorreram a Avenida João Cernach até a Praça Anna Nunes Garcia, conhecida como Parque do Povo.
Após a finalização da passeata, os tratores foram estacionados no local, onde foram instaladas faixas com mensagens de repúdio ao aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).
A Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Patrulha Ambiental acompanharam a movimentação enquanto ocorria o tratoraço.
Em parte
Após ser suspensa a medida, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) publicou nota informando que o governo está no caminho certo. Entretanto, argumentou que foi atendida apenas parte das propostas do agronegócio.
Segundo a federação, outros pleitos importantes ficaram de fora: energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros, esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas.
“Esses aumentos no ICMS ainda causam grandes impactos no agronegócio paulista, principalmente para os pequenos produtores rurais, que representam 78% do Estado, e para a sociedade como um todo”, informa em nota.
Ainda de acordo com a entidade, o tratoraço seria realizado em mais de 300 cidades paulistas com a participação de mais de 100 sindicatos rurais, associações e cooperativas.