A próxima reclassificação do Plano São Paulo será realizada na quinta-feira (7) pelo governo do Estado e um dos critérios levados em consideração é a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva).
Os outros são:
quantidade de leitos de UTI para cada 100 mil habitantes; evolução de novos casos nos últimos sete dias; evolução de novas internações nos últimos sete dias; e variação de óbitos nos últimos sete dias.
Atualmente, apenas a região de Presidente Prudente está na Fase Vermelha e apenas os serviços essenciais estão autorizados a funcionar. Apesar de todo Estado estar na Fase Vermelha neste final de semana, a partir desta segunda-feira (4), as demais regiões do Estado retornam à Fase Amarela, onde o funcionamento dos estabelecimentos é autorizado, porém com restrições.
Levantamento feito pelo
Hojemais Araçatuba
com base na atualização feita pelo governo do Estado às 16h de sábado (2), aponta que sete das 17 regiões paulistas estão com mais de 60% de ocupação nos leitos de UTI, entre elas, Araçatuba. O índice ainda permitiria avançar à Fase Verde.
Regiões
A situação mais crítica continua sendo a de Presidente Prudente, com mais de 75% de ocupação dos leitos de UTI Covid. Entretanto, essa DRS (Departamento Regional de Saúde) conta com 11,2 leitos desse tipo por 100 mil habitantes.
Quando foi rebaixada para a Fase Vermelha, em dezembro, a taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid na região de Presidente Prudente era de 83,1%. Portanto, já houve melhora no quadro.
A região de Marília também aparece com taxa de ocupação dos leitos UTI Covid acima de 70%, mas tem 14,2 leitos do tipo por 100 mil habitantes.
Araçatuba
A regional de Araçatuba, que conta com 15,5 leitos UTI Covid a cada 100 mil habitantes, apresentava 60,7% de taxa de ocupação no sábado. O percentual ainda está abaixo da média do Estado, que era de 61,8% no sábado. O Estado conta com 17,5 leitos de UTI Covid a cada 100 mil habitantes.
Com relação aos leitos de enfermaria, a ocupação era de 33,7% em Araçatuba, contra média de 44,1% do Estado.
Classificação
A última mudança no Plano São Paulo com relação aos critérios de classificação das regiões encontrada pela reportagem foi anunciada em 27 de julho do ano passado. Ela está relacionada à progressão de fases e, na ocasião foi informado que o objetivo era ajustar alguns parâmetros para tornar o plano mais eficiente e adequado à realidade vivida naquele momento da pandemia, segundo o governo do Estado.
Quando a mudança foi anunciada, as regiões de Ribeirão Preto, Franca e Piracicaba estavam na Fase Vermelha do Plano São Paulo e nenhuma região havia avançado para a Fase Verde.
Em 10 de outubro, a Grande São Paulo e as regiões da Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Sorocaba e Taubaté avançaram para a Fase Verde do Plano São Paulo, totalizando 76% da população do Estado nessa situação.
Regressão
Porém, 20 dias depois o governo do Estado anunciou em coletiva que todos os municípios paulistas, inclusive a capital, retornariam à Fase Amarela do Plano São Paulo, devido à piora nos indicadores estaduais de mortes, infecções e ocupação de leitos destinados à pacientes com Covid-19.
Na ocasião também foi anunciado que Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo passaria a analisar os dados da pandemia de 7 em 7 dias e não mais a cada 28 dias, como vinha sendo feito até então.
Em 28 de novembro, véspera da coletiva, a região de Araçatuba apresentava 33,2% de ocupação dos leitos UTI-Covid.
A regressão da região de Presidente Prudente para a Fase Vermelha foi anunciada em coletiva realizada em 22 de dezembro, quando também foi comunicado que somente os serviços essenciais estariam autorizados a funcionar em todo o Estado de São Paulo nos feriados de Natal e Ano-Novo. Na ocasião também foi anunciada a próxima reclassificação para o dia 7 deste mês.
Ocupação atual de leitos permitiria avançar à Fase Verde
Até a mudança no Plano São Paulo anunciada em 27 de julho do ano passado, uma região precisaria apresentar taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo dos 60% para passar da Fase Amarela para a Verde.
A partir de 31 de julho, esse percentual de ocupação de leitos passou a variar entre 75% e 70%, desde que a região permaneça por pelo menos 28 dias consecutivos na Fase Amarela. Teoricamente, a região de Araçatuba se enquadraria nesse critério.
Óbitos
Porém, também é levada em consideração na avaliação, a variação das internações e dos óbitos, que devem ficar abaixo de 40 internações por 100 mil habitantes e de cinco mortes por 100 mil habitantes.