Morreu nesta terça-feira (22), aos 81 anos, Erasmo Carlos, o Tremendão. O cantor, compositor, ator e multi-instrumentista, precisou ser internado na noite de ontem, no Rio de Janeiro, e estava intubado. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
O artista tratou, recentemente, um quadro de síndrome edemigênica. Em outubro, Erasmo foi internado e recebeu alta.
Há cinco dias, Erasmo foi um dos premiados do Grammy Latino 2022, na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa com o álbum "O futuro pertence à ... Jovem guarda", gravado no início deste ano.
Conhecido por ser um dos pioneiros do rock brasileiro e por sua parceria com Roberto Carlos, Erasmo deixa um legado de mais de 50 anos de carreira.
Sua maior parceria musical foi justamente com Roberto Carlos, com quem compôs e produziu clássicos como "Minha Fama de Mau", de 1965, "É Preciso Saber Viver", de 1968, "É Proibido Fumar", de 1972, e "Sentado à Beira do Caminho", de 1980. Nas mais de cinco décadas de trabalho, Erasmo fez mais de 500 canções.
Tim e Elvis
Nascido em 1941, na Tijuca, aprendeu a tocar violão com Tim Maia. Mais tarde, fez parte de um grupo que tinha Tim e Roberto Carlos, mas a banda foi desfeita após uma briga entre Tim e Roberto. Inspirado, principalmente, por Elvis Presley, Erasmo integrou a banda Renato e Seus Blue Caps na década de 1960. Anos depois, formou o trio com Roberto Carlos e Wanderleia no icônico programa Jovem Guarda, onde foi apelidado de Tremendão.
