Cultura

Escola de samba “Lá Vem Mangueira” é retratada em livro de professora de Penápolis

Márcia Rolli conta a história e relação da avó Thereza Ferreira Pereira com o carnaval durante duas décadas

Da redação - Hojemais Araçatuba
04/03/23 às 12h40
(Foto: Divulgação)

Neste sábado (4), às 17h, a professora Márcia Rolli, de Penápolis (SP), lança o livro Pérola Negra, Dona Thereza e sua Escola de Samba, pela Scortecci Editora.  O lançamento ocorre no Espaço Maciel, com entrada gratuita. 

A organização não informou se os livros estarão à venda no local e o valor.

A obra retrata a história de sua avó, Thereza Ferreira Pereira, conhecida como dona Thereza, criadora da escola de Samba “Lá Vem Mangueira”. Segundo Márcia, esse era o anseio de sua mãe, Myrthes, porta-bandeira da escola, que desejava mostrar aos penapolenses a história da mulher que amava o samba e o carnaval, e buscava preservar em Penápolis o carnaval de rua.

Homenagem à Mangueira

Dona Thereza nasceu em Três Corações (MG), em 1908, e se mudou para o estado de São Paulo ainda jovem, para trabalhar como doméstica e, em Araçatuba, conheceu seu futuro esposo, Altivo, funcionário da estrada de ferro. Conforme explicou a escritora, por muitos anos a família morou em Avanhandava, onde passou a desenvolver o gosto pelo samba.

“Na década de 1960 muda-se para Penápolis e minha avó (dona Thereza) cria a escola de samba 'Lá Vem Mangueira', em homenagem à Estação Primeira de Mangueira, do Rio de Janeiro”, relatou a autora.

Durante as duas décadas seguintes, fez parte do carnaval penapolense, sendo a dela, a primeira escola de samba da cidade a contar em seu enredo (1981) com um tema regional, de natureza ecológica. “Foi o samba enredo 'Rainha das Águas', composto pelo neto Celinho e o fotógrafo Orlando Gomes, onde homenagearam o Salto do Avanhandava, que foi inundado e submerso no ano seguinte”, observou. 

Márcia destaca que sempre participou ativamente dos festejos carnavalescos, juntamente com sua família, seja como passista ou coreógrafa de comissão de frente, seja confeccionando fantasias e colaborando na composição dos sambas-enredo. A partir de um pedido de sua mãe, reuniu todas as informações possíveis sobre a "Lá Vem Mangueira".

Dona Thereza faleceu em 1989 e chegou a ser considerada a "Mãe do Samba" da cidade de Penápolis, segundo a professora e autora. 

Sobre a autora

Márcia, embora tenha nascido em em Bilac (SP), teve sua certidão de nascimento realizada em Penápolis, cidade onde passou a infância e adolescência. Com passagens pelas Emei Vila Aparecida e pelas escolas estaduais Luiz Chrisóstomo de Oliveira, Dr. Carlos Sampaio Filho e Adelino Peters, a autora cursou filosofia, ciências e letras, em Lins (SP), com licenciatura e bacharelado em geografia.

Atualmente, Márcia é professora da rede pública estadual de ensino de São Paulo, lecionando história e geografia. 

Serviço 

Lançamento do livro Pérola Negra, Dona Thereza e sua Escola de Samba

Sábado (4), 17h

Espaço Maciel (marginal Maria Chica, 1955, Penápolis)

Entrada aberta ao público 

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