O 15º Festara (Festival de Teatro de Araçatuba) continua recheado de atrações. E nesta terça-feira (18), o destaque é do especutálo "Iracema via Iracema", de São Paulo (SP), que inova com encenadoções dentro de um ônibus. A apresentação começa às 20h, em frente ao Teatro Municipal Castro Alves, com classificação de 16 anos.
O roteiro conta a história de uma mulher de origem rural, semianalfabeta que, em um determinado momento de sua vida, escolhe viver para sempre dentro de um ônibus urbano que se desloca pelas ruas da cidade.
A tragicomédia encenada pela Trupe Sinhá Zózima e o Agrupamento Andar7, parte do texto homônimo de Suzy Lins de Almeida, dramaturga e pesquisadora cearense. Para dar mais atmosfera às histórias da personagem são utilizadas projeções mapeadas, como numa espécie de simulador.
Além dos espetáculos, a Trupe desenvolve projetos e ações dentro do Terminal Urbano Parque Dom Pedro II, em São Paulo, dando continuidade à pesquisa do ônibus e a Resistência/residência artística no terminal urbano.
Circo de dois palhaços só!
Às 15h, a peça "O Circo de dois palhaços só!" entra em cena na Emeb Antônio Rodrigues Martins Neto. A história traz dois palhaços que se encontram em um grande dilema, acompanhar todos os artistas circenses que desistiram da magia do circo para ter uma vida cotidiana com empregos tradicionais, ou se aventurar no universo da magia e tentar salvar o pouco que sobrou do circo. A classificação é livre.
À noite, o Núcleo Arcênico de Criações, de São José do Rio Preto (SP), encena "A fé que acostumou a falhar", às 20h, na sede da Escola de Samba Sonho e Fantasia, com classificação de 16 anos.
Neste novo trabalho, o núcleo propõe investigar os caminhos que a palavra “fé” nos abre. Desde seu espectro renovador de alento e resiliência, até as trincheiras do extremismo e da violência contra as divergências e as minorias.
Em 2012, ano de sua criação, o Núcleo levou o prêmio de melhor cena curta no Festival Curta AD, de São José do Rio Preto, com a cena “Sobre Holocaustos, Umbanda e Café”. O grupo trabalha com estudos, pesquisas e investigações práticas acerca das possíveis convergências e inter-relações entre teatro, dança e performance em prol de uma linguagem híbrida e contemporânea.