O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (23), o início das obras da Pinacoteca Contemporânea, o novo prédio da Pinacoteca de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Com mais esse espaço cultural, a Pinacoteca se torna, em área e capacidade de público, um dos maiores museus de arte da América Latina.
A Pina Contemporânea terá potencial para atender até um milhão de visitantes por ano e se somará ao conjunto de edifícios da Pinacoteca de São Paulo, que hoje é composto pela Pinacoteca Luz e pela Pinacoteca Estação, um total de 22.041 m², com 9.112 m² de área expositiva. A previsão de inauguração é novembro de 2022.
Orçada em aproximadamente R$ 85 milhões, a construção será custeada por uma composição de recursos entre o Governo de São Paulo e a iniciativa privada. Só o Estado investirá R? 55 milhões. O aumento de espaços de arte em torno da Pinacoteca também tem o objetivo de fortalecer o eixo cultural da região central da cidade de São Paulo.
"Nós estamos expandindo os programas de museu, tanto com a criação de novos como a expansão dos existentes", diz o secretário de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão. "Estamos mantendo e elevando o investimento em Cultura desde 2019, mesmo com o quadro da pandemia que impactou o setor de Cultura e economia criativa", afirma.
Novo espaço
A Pina Contemporânea terá duas galerias preparadas para exposições, com obras de diversos portes, e um centro para atividades socioeducativas. A biblioteca da Pinacoteca de São Paulo e o Centro de Documentação do Museu, que hoje estão no prédio da Pinacoteca Estação, serão transferidos para duas amplas salas. O espaço também terá uma área de serviços, com restaurante, loja e espaços comuns para livre circulação do público. E o Jardim da Arte, que conecta o prédio da Luz com o novo edifício.
No projeto, estão mantidos os volumes arquitetônicos dos dois blocos de edifícios já existentes no terreno. Conectando esses dois blocos, haverá uma grande praça pública coberta, com 1.339,2 m2. Os antigos pavilhões serão restaurados e seus espaços internos reorganizados, de modo a adaptá-los para o novo uso. Um subsolo e um mezanino complementam a proposta. A intenção foi criar um ambiente com todos os requisitos fundamentais para um museu do século XXI, mas que também fosse amigável, inclusivo, acessível e integrado ao parque da Luz e ao edifício da Pinacoteca Luz. O projeto é assinado pelo escritório Arquitetos Associados, com a colaboração de Silvo Oksman.
"Com as novas galerias, o museu terá mais espaço e flexibilidade para expor as mais de dez mil obras da sua coleção, inclusive aquelas de grande porte. Além de receber obras de artistas internacionais, reafirmando a missão da Pinacoteca de ser um museu de arte brasileira em diálogo com as culturas do mundo", afirma Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo.
