Ponto alto
Para Iran, o ponto alto do trabalho não tem a ver com o idioma escolhido, influências ou com a escolha do ritmo. Para ele, o mais importante é que o álbum foi feito em Araçatuba, valorizando a produção cultural da cidade. O músico lembra de outros projetos que também valorizaram a cena local, como Fábrica da Arte, Talita Rustichelli (que teve uma participação especial na faixa “Minor Setbacks”), Davi Makuin, Zé Renato e outros artistas do município.
Produção
Além das composições, o disco foi todo produzido por Iran, em home studio. Inclusive, como ele mesmo explica, o projeto só foi concretizado graças às facilidades do avanço das tecnologias de produção de áudio e das plataformas de streaming.
Ele, que sempre se interessou por produção musical, gravação, mixagem e masterização, estudou materiais especializados, disponíveis em vídeos de YouTube, blogs do segmento, material adquirido sobre o assunto.
“Esse foi um dos motivos para o álbum demorar tanto tempo para sair. Ele foi meu projeto-piloto para os meus estudos de produção. Cheguei a regravar ou remixar várias vezes algumas músicas.”
“Antes, há 10 anos ou 15 anos, para conseguir gravar um áudio de qualidade, do ponto de vista técnico, tinha que ter um caminhão de dinheiro para pagar as horas do estúdio, contratar músico, pagar engenheiro de mixagem, de masterização; hoje com uma carriola de dinheiro, você resolve”, brinca Iran.
O lançamento oficial do CD ainda não está marcado, mas ele já planeja algumas ações. Quanto a projetos futuros, ele conta que já tem 12 músicas para um próximo trabalho.
Trabalhos
Atualmente, é vocalista e guitarrista na banda Swing Snake Blues, com integrantes da cidade e Birigui, desde 2008. Com o grupo, participou da Virada Cultural em 2011, realizou alguns shows pelo Sesc. Também faz parte da banda Solene Black desde 2017.
O músico é formado em análise de sistemas. Já passou por bandas de metal, hard rock, rock, instrumental e até sertanejo, em uma única experiência; produziu jingles para empresas e foi professor de composição no computador.
No final da década de 80, participou como baixista no Tuba Trio, do Marcelo Amorin, e entre 1993 e 1998 teve a banda Chuckwalla. O grupo participou de duas edições do Skol Rock na etapa de Bauru, tendo ficado em terceiro lugar na primeira edição e em quarto lugar na segunda edição com músicas autorais. Nesse mesmo período, integrou a banda Art. 13 como baterista.
Em 2014 participou como guitarrista no grupo Balaio de Vó, com Talita Rustichelli, e teve a oportunidade de tocar na Virada Cultural no mesmo ano.
