Os músicos Eder Giaretta, de Birigui, Henrique Pereira e Osvaldo Martins, de Araçatuba, e Daniel Fuhrmann, de Penápolis, representam a região no cineconcerto internacional “La La Land in Concert”. As apresentações em São Paulo aconteceram nos dias 16 e 17 de dezembro de 2018, e no dia 21 do mesmo mês, eles encerram a participação em Porto Alegre (RS).
O evento consiste em uma sessão de cinema com a trilha sonora executada ao vivo. Neste caso, a música é produzida pela Orquestra Simphonica Villa-Lobos, com 50 integrantes, e uma banda de jazz. Esse tipo de entretenimento, que remete ao cinema mudo, quando as exibições dos filmes recebiam o acompanhamento de pianistas, é comum em diversos países, porém começou a ser organizado neste ano no Brasil.
“La La Land in Concert” ganhou apresentações em várias partes do mundo, como Estados Unidos, Turquia, Itália, Suíça e Canadá, sempre utilizando músicos e orquestras de cada país. Após encerrar a turnê nesta sexta, o concerto parte para a França.
Eder Giaretta é responsável pelo piano. O contrabaixista Henrique Pereira, o baterista Osvaldo Martins e o guitarrista Daniel Fuhrmann integram a banda de jazz que acompanha a orquestra. Inicialmente, o convite foi feito a Eder pelo próprio maestro Adriano Machado, que comanda a regência da orquestra.
“Ele já é uma pessoa com quem tenho feito vários trabalhos. (…) Quando ele pegou o material do cineconcerto, ele se assustou com a dificuldade do piano e então me chamou para fazer. (…) E como tem também o combo de jazz, que é o trio mais a guitarra, eu quis acrescentar e levar meus amigos, porque já temos entrosamento” explica.
Desafios
Segundo Eder, as apresentações em São Paulo tiveram a casa lotada (Espaço das Américas) e a experiência de participar desse tipo de evento é totalmente diferente de outras atividades. “Agora essa experiência de trilha sonora ao vivo, de concerto pra cinema, é muito diferente, porque a gente já tem tudo controlado pelo metrônomo (unidade de tempo utilizado para mensurar a música). (…) É algo muito difícil, não tem margem para erro. Se perder um milésimo de segundo, é algo que fica muito nítido para o público”, afirma.
Para o contrabaixista Henrique, o convite para estar presente no cineconcerto foi uma surpresa, pois teriam pouco tempo para estudar o repertório. De acordo com ele, o material com as músicas foi recebido faltando apenas três semanas para a estreia do evento.
Aprendizado
“Como o cinema musical tem suas exigências, teríamos que chegar o mais pronto possível. Pra mim teve um gostinho especial, porque já era fã do filme e conhecia algumas músicas do repertório, mas tocar com músicos de alto nível em uma franquia internacional, em duas capitais, traz uma experiência e uma bagagem muito grande”, relata o contrabaixista.
Outro ponto que Henrique destaca como importante para a sua carreira de músico foi ver como o trabalho do maestro e dos solistas são cruciais para o desenvolvimento do cineconcerto. “(…) Boa parte do repertório do filme tem uma execução de piano solo, ou acompanhando a orquestra ou uma banda de jazz. Para isso, foi necessário uma carga de estudo para que tudo ficasse pronto a tempo do ensaio geral e o Eder fez esse trabalho com uma dedicação ímpar”, detalha.
“Já o maestro Adriano Machado está conduzindo a orquestra com uma tranquilidade e segurança, deixando o clima leve nos ensaios e nas apresentações. Isso me marcou muito e com certeza influenciará nos próximos trabalhos”, finaliza.