Sentir dor diariamente ainda faz parte da realidade de muitos pacientes com doenças reumáticas. O que poucos sabem, é que, mesmo após o controle da doença pelo reumatologista, o desconforto muscular e articular pode continuar e precisa de um tratamento específico. A médica Priscilla Fagundes, especialista em dor e anestesia da Clínica Theros Dor em Foco de Araçatuba, explica que atualmente, a medicina já oferece alternativas para que o paciente não precise aceitar a dor como algo permanente.
A mudança do tempo com a queda das temperaturas, muitas pessoas relatam aumento nas dores reumáticas, principalmente em regiões como joelhos, mãos, coluna e ombros. Apesar de o frio não causar doenças reumáticas, especialistas explicam que as baixas temperaturas podem intensificar a sensação de dor e rigidez nas articulações, afetando principalmente pacientes com artrite, artrose, fibromialgia e outras doenças inflamatórias.
Com formação no Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) e especialização em dor intervencionista em Nova York, a médica afirma que muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que terão de “aprender a viver com a dor”, o que segundo a profissional, já não corresponde mais à realidade atual da medicina.
“O reumatologista controla a resposta imunológica e estabiliza a doença, mas muitas vezes o paciente continua com dor. É aí que entra o especialista em dor, tratando aquilo que ficou de comprometimento muscular, articular e funcional” , explica.
A médica ressalta que as doenças reumáticas costumam provocar inflamações nas articulações, o que acaba afetando também toda a musculatura ao redor. “Quando uma articulação fica inflamada por muito tempo, o músculo daquela região também adoece. Muitas vezes a doença está controlada, mas o paciente continua sofrendo porque ainda existe uma dor músculo-esquelética que não foi tratada” , afirma.
Outro ponto importante, segundo a Dra. Priscilla, é o acúmulo de líquido nas articulações, situação comum em quadros reumáticos. Esse processo pode gerar rigidez, limitação dos movimentos e dores persistentes. “É necessário trabalhar com estratégias para que esse líquido seja reabsorvido, melhorando a mobilidade e reduzindo o desconforto do paciente” , destaca.
