A dor após procedimentos cirúrgicos exige atenção e acompanhamento adequado desde o momento da cirurgia até o período de recuperação. Segundo a médica especialista em dor e anestesista Priscilla Fagundes, a falta de controle correto da dor no período perioperatório pode favorecer o desenvolvimento da chamada dor crônica pós-operatória, condição que pode permanecer mesmo após o sucesso da cirurgia.
De acordo com a especialista, existem dois tipos principais de dor nesses casos: a dor aguda, considerada comum logo após o procedimento, e a dor crônica, que permanece mesmo após a recuperação cirúrgica.
“A dor é considerada hoje o quinto sinal vital. Então, toda vez que uma cirurgia é realizada, essa dor precisa ter um controle incisivo antes, durante e após o procedimento”
, explica.
Dra. Priscilla afirma que o acompanhamento adequado nesse período faz diferença direta na recuperação do paciente. Segundo ela, quando a dor não é controlada corretamente, o organismo pode desenvolver um processo de sensibilização, principalmente em regiões onde houve cortes cirúrgicos e manipulação de nervos.
Dor pode aumentar e atingir outras regiões
A médica destaca que algumas cirurgias possuem maior incidência de dor crônica pós-operatória, como procedimentos realizados no tórax, cirurgias de hérnia e até cesarianas.
"Os sintomas precisam ser reconhecidos e tratados o quanto antes para evitar agravamentos. Uma dorzinha que começou próxima a uma incisão cirúrgica pode começar a se estender e atingir toda aquela região próxima. Isso pode dificultar no controle da dor”
, alerta.
Ainda de acordo com a especialista, além do desconforto físico, a dor prolongada também pode impactar diretamente a qualidade de vida do paciente e dificultar a recuperação no pós-operatório.
Os pacientes submetidos a cirurgias devem comunicar imediatamente dores intensas ou persistentes às equipes médicas responsáveis.
“O médico cirurgião e o médico anestesista devem ser acionados imediatamente para que essa dor seja controlada não só com medicação, mas também com outras abordagens, como bloqueios realizados logo após o procedimento”
, explica.
Especialização é importante no tratamento da dor
A médica também chama atenção para a importância de procurar profissionais habilitados e com titulação reconhecida na área de tratamento da dor. Segundo ela, a especialidade exige formação específica e registro profissional conhecido como RQE (Registro de Qualificação de Especialista).
A Dra. Priscilla é formada em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, além de possuir titulação pela Associação Médica Brasileira.
Dentro da especialidade, ela também atua na área de dor intervencionista, subespecialização voltada para procedimentos de controle da dor, com formação realizada nos Estados Unidos e complementação no Brasil.
SERVIÇO
A Clínica Theros Dor em Foco oferece à população da região um serviço especializado essencial para a qualidade de vida de quem convive com dor.
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