Para o poeta Mário Quintana, “nascer é uma possibilidade, viver é um risco e envelhecer é um privilégio” . E levando em conta essa última afirmação, afinal de contas, todos os poetas têm suas razões, envelhecer é realmente um privilégio, mas contar com as memórias que foram guardadas na trajetória de vida, é um privilégio maior ainda.
Partindo da ideia de dar visibilidade às pessoas com 60 anos ou mais e suas lembranças, transformando memórias em arte, nasceu o projeto “Coleção de Instantes: Caderno de Memórias” , iniciativa cultural que propõe transformar lembranças em narrativas, arte e produção autoral.
Voltado para a terceira idade, o projeto, que teve início em março deste ano, se transforma em espaços de escuta, convivência e expressão, valorizando histórias de vida e fortalecendo vínculos comunitários.
Iniciativa
Idealizado pela professora, escritora e gestora cultural Aline Garcia, o programa nasce diante de desafios contemporâneos relacionados ao envelhecimento, como a invisibilidade social da pessoa idosa, o isolamento afetivo e a falta de espaços públicos dedicados à escuta e à expressão.
“Ao longo dos encontros, os participantes passam a se reconhecer nas histórias uns dos outros, constroem vínculos e vão ganhando confiança para se expressar - não só sobre o passado, mas também sobre o presente” , explica Aline.
