A construção de uma usina de energia solar em Penápolis (SP) deve gerar 120 empregos diretos, segundo informou a Prefeitura em nota enviada à imprensa nesta semana.
O investimento avaliado em R$ 20 milhõe será feito pela empresa francesa GreenYellow, que construirá outra usina nos mesmos moldes em Barbosa, que fica a pouco mais de 20 quilômetros de Penápolis.
O anúncio da construção foi feito pela InvestSP, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, no dia 14 deste mês. A agência assessorou a GreenYellow, oferecendo assistência na área ambiental e infraestrutura, além de ter ajudado a encontrar os terrenos que receberão as usinas.
No caso de Penápolis, a unidade funcionará em uma área localizada às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300), próximo ao entroncamento com a rodovia Assis Chateaubriand (SP-425).
A previsão de inauguração é para o final deste ano, segundo a Prefeitura. Quando a usina estiver funcionando, deve gerar 110 empregos, aproximadamente.
Visita
O prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira (sem partido), aproveitou viagem a São Paulo nesta semana para visitar a sede da GreenYellow no Brasil e conhecer detalhes do projeto da usina. Ele foi acompanhado do vice-prefeito Carlos Alberto Feltrin (MDB).
A Prefeitura informa que a produção de energia será feita por meio da conversão direta da luz do sol em eletricidade, visando reduzir os custos e gerar mais eficiência para os clientes.
O prefeito foi recebido pelo presidente da GreenYellow do Brasil, Pierre-Yves Mourgue, e pelo engenheiro ambiental, Leonardo Nasser. Eles explicaram que as usinas de Penápolis e Barbosa, de 5 MW (megawatts) cada, serão enquadradas como geração distribuída, na qual a energia gerada é injetada na rede e revertida em créditos na conta de luz.
Ainda segundo o que foi informado, a empresa escolheu as duas cidades para montar as usinas com base em estudo que indicou que na região se encontra a maior concentração de radiação solar.
A área de Penápolis foi escolhida devido à proximidade com a rede de distribuição existente, de onde partirá toda a energia captada pela usina da GreenYellow.
Outro benefício para os municípios, de acordo com o prefeito de Penápolis, é que a energia produzida pelas usinas irão gerar impostos, receitas e oportunidades.
Isso porque, de acordo com ele, elas possibilitam a atração de novas empresas devido à disponibilidade do uso de energia solar, que é mais limpa e mais barata, reduzindo custos de produção e viabilizando os negócios.
Produção
Em entrevista ao governo do estado, o presidente da GreenYellow informou que as duas novas unidades irão praticamente dobrar a capacidade de produção no País, posicionando a empresa como um dos grandes grupos do Brasil na produção de energia limpa e na gestão de projetos de eficiência energética. “Nosso modelo de negócio oferece soluções de eficiência energética para os clientes”, destacou Pierre-Yves Mourgue.
Ainda de acordo com ele, estão em construção cinco usinas no Brasil, incluindo as de Penápolis e Barbosa. Outras sete já funcionam nos Estados de Goiás, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal.