Entre as 9h e as 13h desta sexta-feira (27), as demandas relacionadas a Black Friday registradas no Procon-SP tiveram aumento de 62%. Foram 209 reclamações e 129 consultas e denúncias nas redes sociais totalizando 338 queixas.
Os principais problemas apresentados foram:
maquiagem de preço
(desconto oferecido sobre o preço do produto e ou serviço não é real) com 61 registros;
pedido cancelado após finalização da compra
(36);
produto e/ou serviço indisponível
(34);
mudança de preço ao finalizar a compra
(33).
A empresa mais reclamada até o momento é a B2W Companhia Digital (americanas.com, Submarino, Shoptime, Soubarato) com 20 reclamações.
Em seguida aparece Via Varejo (Casas Bahia, Pontofrio e Extra.com.br), 15; Kabum Comércio Eletrônico S/A, 13; Magazine Luiza; 11 e Pão de Açúcar, 10.
Lojas físicas
O Procon-SP também também fiscalizou 275 estabelecimentos no Estado e em 70% (193 locais) foram constatadas infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
Nesse caso, o principal problema encontrado foi não informar o preço adequadamente ao consumidor, como, por exemplo, informar somente o desconto em percentual sem informar o preço final.
Em seguida vem não informar o preço anterior à Black Friday, impedindo a comparação; praticar preços diferentes no folheto e no caixa, deixando de aplicar o desconto ofertado. Outros locais ainda deixaram de disponibilizar produtos anunciados no folheto promocional. Os fornecedores foram autuados e têm direito a apresentar defesa.
Capital
Entre ontem e hoje (26 e 27/11), foram fiscalizados na cidade de São Paulo 16 locais e 11 apresentaram irregularidades.
Interior e litoral
No interior e litoral do Estado, dos 259 estabelecimentos fiscalizados, 182 cometiam alguma infração. As equipes visitaram 36 municípios nos dias 23 e 26 de novembro.
Como reclamar
O Procon-SP disponibiliza no seu site
(https://bit.ly/3lidaWB)
e aplicativo um espaço específico para quem tiver problemas durante a Black Friday. A reclamação registrada no botão Black Friday será enviada imediatamente para o fornecedor, que terá até dez dias para dar uma solução ao consumidor.
No espaço, que fica acessível na página inicial do site e aplicativo, é possível informar problemas específicos do evento, como site intermitente ou congestionado, maquiagem de desconto, mudança de preço ao finalizar a compra, pagamento com boleto bancário indisponível, desconto ao mudar a compra e pedido cancelado após a finalização da compra. Além dos casos de não entrega, demora na entrega e produto/serviço entregue com defeito.
"A defesa do consumidor terá prioridade total. Tome cuidado, siga nossas dicas e denuncie. Estamos atentos e as empresas que tentarem transformar essa data promocional em uma dor de cabeça para o consumidor serão punidas exemplarmente",
avisa Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.
Redes Sociais
O consumidor pode denunciar empresas que desrespeitam os seus direitos nas redes sociais do Procon-SP. Nossos perfis oficiais são: @proconsp (facebook e instagram) e @proconspoficial (twitter); e o site é
https://www.procon.sp.gov.br
É importante que o consumidor indique o endereço da loja e apresente os prints das telas demonstrando o que ocorreu de errado com a compra.
(Assessoria de Comunicação)