Tensão
“As pessoas foram percebendo que deveriam se adaptar ao ‘novo normal’, voltaram a procurar a gente. Os que têm uma relação passaram a ter mais tempo juntos e sentirem a necessidade de uma novidade. Pessoas solteiras tiveram que se adaptar, porque não tem como sair para conhecer pessoas, fazer sexo casual”, explica Aline.
A procura foi de ambos os públicos, dos solteiros e casados; a diferença dos grupos está nos objetivos. Os solteiros buscam os sex toys como alívio para a tensão e possibilidade de explorar e autoconhecer o corpo. Os casados buscam para apimentar a relação, deixando de lado alguns preconceitos.
“Pra nós, o aumento das vendas se dá porque as pessoas se voltaram mais a descobrir sua intimidade, sexualidade, de voltar a priorizar o papel sexual. Nesse momento que nós vivemos, de cobranças sobre produtividade, de cuidar da casa e das pessoas, encontros sociais, pessoas deixaram de priorizar o papel sexual. Isso mostra essa redescoberta”, complementa Aline.
As pessoas romperam muitos preconceitos, paradigmas, crenças, quanto ao sex toy e papel sexual. Quando conhece melhor os produtos, como podem ser usados. A gente não faz só uma venda. A gente explica como usar, o que pode causar e formas de usufruir dele no cenário. Surgiu dessa ideia, ensinar, ajudar as pessoas a terem contato, mas de uma forma que consiga usar no dia a dia. O quanto isso pode ser favorável para o autoconhecimento e relação. As pessoas vão continuar voltadas, sim, para o papel sexual delas, na busca dos produtos.
