O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) emitiu nota na tarde desta sexta-feira (25), lamentando a morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Ela foi assassinada pelo ex-companheiro a facadas na quinta-feira (24), na avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca.
A vítima foi atacada ao receber o acusado no condomínio onde morava. Ele havia ido ao local levar as filhas do casal e foi preso em flagrante.
Segundo a imprensa do Rio de Janeiro, a juíza teve a escolta feita por seis homens armados e treinados em artes marciais temporariamente, pois já havia sido ameaçada e agredida pelo ex-marido, com quem conviveu entre 2009 e 2020.
Segue abaixo a nota do CNJ:
Enquanto nos preparávamos para nos reunir com nossos familiares próximos e para agradecer pela vida, veio o silêncio ensurdecedor. A tragédia da violência contra a mulher, as agressões na presença dos filhos, a impossibilidade de reação e o ataque covarde entraram na nossa casa, na véspera do Natal, com a notícia do feminicídio da juíza de Direito Viviane Vieira do Amaral Arronenzi.
O STF (Supremo Tribunal Federal) e o CNJ, por meio do seu presidente e do Grupo de Trabalho instituído para o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, consternados e enlutados, unem-se à dor da sociedade fluminense e brasileira e à dos familiares da Drª Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, magistrada exemplar, comprometendo-se, nessa nota pública, com o desenvolvimento de ações que identifiquem a melhor forma de prevenir e de erradicar a violência doméstica contra as mulheres no Brasil.
Tal forma brutal de violência assola mulheres de todas as faixas etárias, níveis e classes sociais, uma triste realidade que precisa ser enfrentada como estabelece a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, Convenção de Belém do Pará, ratificada pelo Brasil em 1995.
