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Réu é condenado a 14 anos de prisão por morte com arma furtada de PM

Estava em liberdade e deverá permanecer livre enquanto aguarda julgamento de eventual recurso contra a decisão

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/04/22 às 18h32

Maurício Araújo dos Santos, o Mauricião, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) a 14 anos de prisão pelo assassinato de Isaac Rocha Batista, 30 anos, crime ocorrido em setembro de 2015, no bairro S?o José.

O julgamento aconteceu na tarde desta quarta-feira (6) no Fórum da cidade e o réu está em liberdade. Ele deverá permanecer livre enquanto aguarda julgamento de eventual recurso contra a decisão.

Mauricião foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, mas durante o julgamento, o promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu o afastamento da qualificadora do motivo fútil, mantendo apenas o recurso que dificultou a defesa da vítima.

A defesa do réu foi feita pelo advogado Vagner Andrelini, que pediu o afastamento das duas qualificadoras, porém, os jurados, por maioria, acataram o pedido do Ministério Público. A sentença foi proferida pelo juiz Henrique Castilho, que determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena.

Caso

O crime aconteceu no bairro São José, mas a vítima era residente no Jardim do Trevo. De acordo com a denúncia, ele e Mauricião seriam usuários de drogas e durante desentendimento, Batista teria ameaçado matar Mauricião.

Por volta das 23h de 2 de setembro de 2015, o réu passava de moto pela rua Alfredo Chiantelli, se deparou com a vítima e lembrou da ameaça. Ele estava armado com uma pistola calibre .40, estacionou a moto e disparou cinco vezes contra Batista, que foi atingido no peito, na barriga, no punho e na perna direita. 

A Polícia Militar encontrou Batista caído na calçada e uma testemunha relatou que após os disparos viu uma moto deixando o local, fazendo bastante barulho, sentido à rua Fundador Paulino Gato.

Identificado

A perícia recolheu cinco cartuchos deflagrados de pistola calibre .40 no local do crime e Mauricião se apresentou à polícia no dia seguinte, após ser identificado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) como autor do assassinato.

Ele entregou a arma, que segundo a polícia, havia sido furtada de um policial militar. Em depoimento, o réu alegou que havia comprado a pistola de uma pessoa que já estava morta, com o objetivo de se defender e disse que atirou em Batista porque estava sendo ameaçado por ele.

Por estar colaborando com as investigações Mauricião respondeu ao processo em liberdade. Ele também foi indiciado por receptação, em inquérito separado.

Imagem: Ilustração
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