Três contribuintes na região Araçatuba foram notificados pelo Fisco paulista que visa recuperar R$ 1,2 milhão do imposto que deixou de ser recolhido aos cofres estaduais desde 2017. A cobrança faz parte da operação Forasteiro II, deflagrada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento nesta terça-feira (29).
A ação ocorre simultaneamente nas 18 DRTs (Delegacias Regionais Tributárias) e tem como alvo 425 contribuintes. O objetivo é desarticular esquema de sonegação baseado na criação de empresas "fantasmas" e na transferência de mais de R$ 800 milhões em créditos espúrios de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) para o Estado de São Paulo.
Nos últimos meses, a Fazenda vem intensificando as ações de monitoramento das operações interestaduais em diversos setores. Uma das articulações identificada tinha como modus operandi, a criação de empresas de fachada, com quadro societário simulado e endereço falso em outro Estado.
Transferências
Essas empresas simulavam a transferência de créditos, através de Notas Fiscais emitidas com destaque de imposto a contribuintes paulistas, com a finalidade de diminuir o imposto devido ao Estado pelos destinatários.
Durante os meses de julho a agosto/20 e outubro/20 a janeiro/21 e mediante credenciamento prévio perante as secretarias de Fazenda de outros Estados, uma equipe de agentes fiscais de rendas da Diretoria de Fiscalização da Sefaz-SP diligenciou 102 alvos localizados em ES, MA, MG, RJ, SC e TO, constatando a inexistência ou simulação desses estabelecimentos.
Aviso
Os 425 contribuintes paulistas, destinatários dos documentos fiscais emitidos, receberão hoje Aviso de Autorregularização com orientações de como estornar os créditos em sua escrita fiscal, bem como a retificar a EFD (Escrituração Fiscal Digital) e declarações no prazo de 30 dias a fim de evitar eventuais infrações tributárias e cobrança de multas.
Do total de contribuintes, 18 foram selecionados para receber o Aviso pessoalmente por agentes fiscais de rendas do Estado. Entre as empresas fiscalizadas estão indústrias e comércios atacadistas de diversos setores, a maioria no segmento de metais e plásticos.
Depois do prazo de 30 dias, serão emitidas ordens de fiscalização para os contribuintes que não se autorregularizarem. Todo o esquema de sonegação está sujeito à responsabilização civil e penal de seus envolvidos, uma vez que todos os emitentes e destinatários de documentos fiscais são identificáveis pelo Fisco.
