O conflito entre Israel e Palestina que vem se arrastando por séculos e, tristemente, matando centenas de pessoas. Infelizmente esse conflito também evoluiu no quesito tecnológico. No decorrer dos anos, novas ferramentas foram sendo incorporadas por ambas nações para ataque e defesa, e exclusivamente nesta guerra, alguns aspectos chamam a atenção.
Um deles é o uso massivo de drones. A evolução dessas máquinas voadoras não tripuladas trazem cada vez mais recursos embarcados, são rápidas de serem produzidas e, uma das maiores vantagens, é que não precisam de pilotos - apenas alguém que as opere através de um joystick ou nem isso, são totalmente autônomas e providas de inteligência artificial.
Elas estão sendo muito eficazes para fins de vigilância quanto para ataques, permitem realizar missões sem expor os pilotos a riscos e podem carregar armas como mísseis e bombas. Tanto Israel quanto Palestina possuem drones de diferentes tipos e capacidades, e os usam para monitorar o território inimigo, coletar informações e realizar ataques pontuais.
Outro aspecto é o sistema de defesa antimísseis de Israel, conhecido como Cúpula de Ferro (ou, Iron Dome). Um dos mais sofisticados do mundo. Esse sistema consiste em uma rede de radares, sensores e baterias de lançamento que detectam e interceptam mísseis e foguetes lançados contra seu território - alguns vídeos pela internet mostram esses interceptadores em ação. O sistema é capaz de calcular a trajetória dos projéteis e disparar mísseis interceptores que os destroem no ar. Segundo Israel, o sistema tem uma eficácia de mais de 90% na proteção das áreas civis.
No arsenal tecnológico, Israel tem algumas vantagens: o caça furtivo F-35, por exemplo, é um dos aviões mais avançados do mundo, é capaz de realizar missões de ataque, reconhecimento e apoio aéreo. Esse super avião tem uma tecnologia que reduz sua assinatura de radar, tornando-o quase impossível de ser detectado. Além disso, se comunica com outros aviões, drones e satélites, compartilhando informações em tempo real.
A ciberarma Stuxnet é o outro potente recurso cibernético. É um vírus de computador desenvolvido pelos israelenses que já foi usado para sabotar o programa nuclear do Irã em 2010. À época, o Stuxnet infectou os controladores lógicos programáveis que regulam as centrífugas de enriquecimento de urânio no outro país, alterando a velocidade das centrífugas e causando danos irreparáveis aos equipamentos e ao material nuclear. Apesar de não haver sinais de uso nessa guerra, a tecnologia poderia fazer grandes estragos em equipamentos militares do inimigo.
Por fim, o uso das redes sociais não poderia ficar de fora. Apesar de muitos líderes e governantes globais quererem controlar essa tecnologia de comunicação, ela vem sendo muito utilizada mesmo em países que não estão em conflito, imagine então numa guerra.
Neste caso, sua utilização serve como ferramenta de propaganda, mobilização e desinformação, e, neste conflito, ambos os lados usam plataformas como Twitter, Facebook, YouTube e WhatsApp para divulgar suas versões dos fatos, denunciar violações dos direitos humanos, convocar manifestações e influenciar a opinião pública.
Também há casos de manipulação, falsificação e distorção de imagens, vídeos e dados para criar narrativas favoráveis ou desfavoráveis de ambos os lados. E isso, divide opiniões dos que não sabem exatamente os reais motivos do conflito, inflamando ainda mais a tensão entre os cidadãos.
Apesar de toda essa tecnologia, uma coisa é certa, todos perdem numa guerra. Mas o propósito aqui é somente mostrar que as tecnologias não ficam de fora de nada.
