Polícia

Acusado de assaltar joalheria comprou Land Rover Evoque; já cumpriu pena por roubo e disse estar arrependido

Delegado enalteceu trabalho da investigação, que em 10 dias esclareceu o crime, permitindo recuperar parte dos bens roubados

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias
26/09/26 às 12h39
Carro foi apreendido em garagem no Porto Real (Foto: Divulgação)

O homem de 33 anos que foi preso neste sábado (26) pela Polícia Civil de Araçatuba (SP), acusado de ser o autor de um roubo a uma joalheria na região central da cidade no último dia 16, comprou uma Land Rover Evoque com o dinheiro obtido com o crime.

O carro, ano 2013, foi apreendido ao ser encontrado na garagem da casa dele, no residencial Porto Real. Segundo o que foi apurado pela reportagem, trata-se de um veículo NP, que é o nome que se dá a carros que não possuem documentação, por isso, são negociados no mercado paralelo, com preço abaixo da tabela.

Ainda de acordo com a polícia, o investigado tem duas passagens criminais por roubo e também já foi preso por porte ilegal de arma de fogo. A reportagem encontrou uma condenação dele, por um roubo cometido em 2015.

Pena

Segundo o que foi apurado pela reportagem, em 2016 foi condenado a 5 anos, 11 meses e 3 dias de prisão no regime fechado, conforme sentença proferida em 2016. Porém, não há detalhes sobre como se deu o crime. 

O que consta na decisão é que a Justiça na ocasião levou em consideração que ele foi praticado com grave violência e grave ameaça contra a vítima e que o réu já era reincidente específico.

Roupas

Imagens de câmera de monitoramento da joalheria mostram que após entrar no estabelecimento no final daquela tarde, o investigado, que está de boné e óculos, coloca uma máscara facial antes de exibir uma arma de fogo que trazia na cintura para ameaçar as vítimas e anunciar o assalto.

Segundo o que foi informado, porém, antes do crime, ele aparece em imagens fora do prédio, sem o boné e os óculos. Também foi apurado que após deixar o estabelecimento, depois do assalto, o investigado passa pelo interior do Camelódromo e troca de roupa antes de fugir.

Mostruários das joias foram queimados (Fotos: Divulgação)

Queimados

Durante as buscas nesta manhã, a polícia esteve em um terreno indicado por uma das pessoas que foi alvo de mandado de busca, onde foram encontrados restos de vários objetos que foram queimados.

Entre esses objetos estariam os mostruários utilizados para transportar as joias roubadas e etiquetas de identificação das peças. Porém, o acusado também teria queimado as roupas que vestia durante o assalto. Apesar disso, algumas peças de vestuário foram apreendidas durante a busca para auxiliar na sequência das investigações.

Delegado Flavio Miranda destaca agilidade na investigação (Foto: Lázaro Jr.)

Rapidez

Em entrevista concedida à imprensa, o delegado Flavio Miranda enalteceu o trabalho de investigação da equipe da DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que em 10 dias conseguiu identificar e levar à prisão o acusado de autoria do crime.

Ele explicou que nos casos de roubo de bens de grande valor, como esse, é importante que haja solução rápida, para conseguir reaver bens roubados.

A polícia teve a informação de que durante o assalto, o autor conseguiu levar mais de 1 quilo de ouro em peças que foram roubadas. Hoje, um quilo de ouro é cotado em pouco mais de R$ 700 mil. Ainda seria contabilizado o que foi recuperado, mas a polícia acredita que seja uma boa parte do produto do crime.

Cooperando

O delegado informou ainda, que o investigado está colaborando com a investigação e que se declarou arrependido. Apesar de ele morar no residencial Porto Real, durante a operação realizada neste sábado ele foi encontrado na casa de um familiar, no residencial Águas Claras.

O delegado explicou que foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão justamente porque durante a investigação, foram levantados vários endereços pelo qual o acusado teria passado recentemente.

Além disso, foram pedidos mandados de busca para a casa de familiares do investigado. Inclusive, durante buscas em um endereço em Birigui, um dos moradores na casa foi preso em flagrante por tráfico de drogas, após os policiais encontrarem maconha.

Sequência dos trabalhos

No geral, durante as buscas foram apreendidos seis celulares que serão encaminhados para a perícia para extração do conteúdo e também uma réplica de arma de fogo, que seria a arma utilizada no crime.

Esse material será analisado posteriormente para tentar descobrir para onde foram as joias que não foram recuperadas, assim como o dinheiro levado no dia do crime.

Com relação ao assalto, a polícia não descarta nenhuma hipótese durante a investigação, inclusive da possível participação de outras pessoas. Por isso, os trabalhos prosseguirão.

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