A Polícia Civil de Guararapes (SP) decidiu pela prisão em flagrante de um homem de 36 anos e de uma mulher de 32, pelo assassinato de André Ricardo dos Santos, 38, ocorrido na madrugada desta terça-feira (31).
Os dois foram presos horas depois na casa dela e o homem confessou a autoria do crime. A mulher confirmou ter emprestado a faca usada por ele, que havia dito a ela que mataria o colega.
Em depoimento, o acusado alegou estar arrependido, dizendo que só matou Santos por estar drogado. Ele disse que durante a noite, fumou 15 pedras de crack e bebeu 1 litro de cachaça.
Os dois foram detidos por policiais militares que atenderam a ocorrência. Eles relataram que era por volta das 4h30 quando foram informados do crime e encontraram a vítima caída no meio fio da calçada, com várias perfurações no corpo. Uma ambulância levou Santos para a Santa Casa, mas ele não resistiu.
Horas antes, os policiais viram a vítima na praça da Bandeira consumindo bebida alcoólica com o casal e mais um homem e uma testemunha disse ter visto essas três pessoas agredindo Santos.
Como conheciam a mulher, os policiais foram à casa dela, onde ela estava com os outros suspeitos.
O acusado confessou ter esfaqueado a vítima e contou que a moradora na casa havia emprestado a ele a faca usada no crime, a qual estava lavada e guardada junto com demais talheres.
Emprestou
Em depoimento, a investigada disse à polícia que enquanto bebia e fumava crack na praça da Bandeira com os dois colegas, o acusado do crime comentou que mataria Santos, porque dias antes eles haviam discutido e o havia agredido com um tapa.
Nesse momento, a vítima não estava na praça, mas estava próximo dela. Cerca de uma hora depois o acusado pediu à mulher que pegasse uma faca para o crime.
Ela foi à casa dela, pegou a faca e entregou ao investigado. Em seguida, todos foram até onde Santos estava e o convidaram para fumar crack com eles.
Pelas costas
Todos seguiram em direção à linha do trem, sendo que o casal preso pelo crime seguia atrás, enquanto a vítima e um colega estavam na frente.
Quando chegavam em um campo na linha férrea, o acusado partiu para cima de Santos, que após chamar pela mulher, caiu no chão e foi esfaqueado várias vezes.
Após o crime, o trio deixou a vítima no local e foi para a casa da investigada. O acusado entregou a faca para ela, tomou banho e em seguida todos voltaram a beber cachaça e fumar crack.
Sozinho
Em depoimento, o acusado do crime disse estar arrependido e confessou ter esfaqueado o colega devido a discussão ocorrida entre eles dias antes.
Alegou ainda que após a discussão passou a ser ameaçado de morte por Santos e por isso estava com a faca, alegando que pegou na casa da mulher, sem ela ter emprestado
Durante todo o tempo o acusado quis inocentar a investigada, sob argumento de que agiu sozinho. Falou inclusive que não houve testemunhas do crime, pois estava sozinho, e depois deu a faca para ela guardar.
Após o registro do boletim de ocorrência ele foi levado para a cadeia de Penápolis e ela para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Tupi Paulista.
Eles devem ser indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.