Foi preso na manhã desta terça-feira (12), o homem de 29 anos, acusado de ter matado a tiros um casal na noite do último sábado (9), em Birigui (SP). Segundo a polícia, ele se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado e alegou legítima defesa.
O delegado Eduardo Lima de Paula, responsável pela investigação, havia representado pela prisão temporária do investigado, que foi concedida pela 2ª Vara Criminal. Em depoimento, o acusado confirmou que o desentendimento com a vizinha se deu por ele ter chegado em casa com o som do carro ligado em volume alto.
Ele alegou que após chegar com o veículo Mirlene Gonçalves teria invadido o quintal da casa dele e passado a ofendê-lo e fazer ameaças de morte. A vítima teria voltado para a casa dela e por acreditar que ela teria ido buscar uma arma de fogo, decidiu armar-se com uma carabina para se defender de possível agressão.
Entretanto, o acusado alegou não se recordar da dinâmica exata dos fatos, pois tudo teria ocorrido muito rápido. Por isso, não soube precisar quantos disparos efetuou. Ele afirmou que não teve a intenção de matar a vítima e disse estar arrependido.
Arma
Sobre a arma de fogo usada no crime, que não foi apresentada à polícia, ele disse que estava de posse dela havia cerca de um ano, quando a adquiriu de um desconhecido, em troca de um aparelho de som.
Ele confirmou que não possui registro da arma e disse que a jogou em um rio, versão que não convenceu a polícia. Após ser ouvido, o acusado seria encaminhado para a cadeia de Penápolis, onde deve permanecer pelo menos pelos 30 dias da prisão temporária.
Investigação
Apesar da prisão, a polícia dará sequência à investigação para reunir o restante das provas e aguardar a emissão dos laudos periciais e dos exames necroscópicos para que seja realizada a reconstituição dos crimes.
Inicialmente o investigado foi indiciado por duplo homicídio duplamente qualificado pelo motivo fútil e meio que impossibilitou as defesas das vítimas.
