A Polícia Civil de Araçatuba (SP) apreendeu um revólver, munições e dois celulares na casa do policial penal Gledson David Corassa Alves, 39 anos, acusado de matar a tiros Robert Ronald Ramos Vieira, 29, a noite de 30 de agosto.
O nome do acusado do crime está sendo divulgado porque a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e agora, ele passa a ser réu em processo, que pode levá-lo a julgamento pelo Tribuna do Júri. O policial penal alega legítima defesa, tese que não ficou configurada para a Polícia Civil e para o Ministério Público.
A apreensão aconteceu durante a “ Operação Verum” , que é verdade, em latim, para cumprimento a quatro mandado de busca e apreensão. A ação é coordenada pelo delegado Marcel Basso. Além da casa do policial penal, as equipes também estiveram no bar que fica na frente do local onde aconteceu o crime, no cruzamento da rua Pedro Álvares Cabral com a avenida Waldemar Alves.
Mentiram
A polícia acredita que os donos deste estabelecimento teriam mentido ao declarar em depoimento, que o réu pelo crime de homicídio seria um cliente assíduo do estabelecimento, pois ele próprio disse em depoimento, que fazia segurança no local. Por isso a operação foi denominada Verum.
Ainda segundo a polícia, os donos do bar disseram que não possuíam imagens relacionadas aos fatos ocorridos naquela noite. As imagens que foram obtidas pela polícia que mostram a abordagem do policial à vítima e os disparos, são de câmeras de outro imóvel.
Por isso, durante as buscas, também foi apreendido o aparelho de DVR, que é o gravador das imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento comercial. Durante a operação foram apreendidos ainda dois notebooks, um tablet e oito celulares.
