Ciclistas que costumam percorrer as estradas vicinais de Araçatuba (SP) para a prática do esporte e de lazer, foram surpreendidos ao se depararem com cacos de vidro espalhados na Via João Cazerta, na noite de quarta-feira (21).
A Guarda Municipal foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado para que a polícia investigue a autoria do ato, que colocou em risco os praticantes da modalidade.
Os guardas que atenderam à ocorrência informaram que foram chamados pelo empresário Oscar da Silva Filho, que faz parte da Turma do Pedal.
Ele contou que ao passar pelo quilômetro 8, logo após a sede da Colorvisão, deparou-se com uma fileira de cacos de vidro cruzando a estrada.
Perigo
Uma das ciclistas que passou pelo local pouco antes das 19h contou que não tinha nada na estrada. Quando ela voltou, mais de uma hora depois, encontrou outros colegas sinalizando que havia risco de queda, devido à existência do vidro.
Ainda de acordo com ela, um ciclista que passou pela estrada por volta das 19h20 revelou que quase caiu, pois já foi surpreendido com o vidro cruzando o asfalto.
Para derrubar
Um ciclista que também passou pelo local gravou um vídeo que está publicado no Facebook. Ele disse que o responsável pelo ato criminoso tinha a intenção de derrubar os ciclistas que utilizam a estrada.
Os guardas que atenderam a ocorrência informaram que os cacos de vidro espalhados no asfalto eram de lâmpadas fluorescentes. Fotos foram feitas por testemunhas.
O Corpo de Bombeiros teve que ser acionado para varrer o material e limpar a pista, que ficou temporariamente interditada.
Os cacos de vidro foram amontoados no acostamento e os guardas comunicaram a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado).
O órgão orientou que fosse solicitado à Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos) que fizesse o recolhimento do material a partir da manhã desta quinta-feira (22).
Crime
A polícia irá investigar o caso e se identificado, o autor poderá responder por crime ambiental.
O fato foi classificado como causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana. A pena prevista varia de 1 a 4 anos de reclusão e multa.