O ajudante geral Antônio Pinheiro Torres, 57 anos, foi preso na noite de quinta-feira (3) em Araçatuba (SP) por equipe de TOR (Tático Ostensivo Rodoviário). Ele era considerado foragido da Justiça de Minas Gerais desde setembro de 2014, quando transitou em julgado sentença de condenação a 12 anos de prisão por homicídio.
Segundo a polícia, o capturado era passageiro de um ônibus que foi abordado por volta das 19h30 na rodovia Marechal Rondon (SP-300), durante fiscalização da operação "São Paulo Mais Seguro".
Torres disse à polícia que embarcou em Rondonópolis (MT) com destino a Araçatuba, onde iria pernoitar. Pela manhã ele pretendia embarcar em outro ônibus para a cidade de Guaraci (PR), onde reside atualmente.
Em consulta à documentação do ajudante geral foi encontrado o mandado de prisão em aberto. Após contato com a Delegacia de Polícia de Patrocínio (MG), foi enviado o mandado por e-mail. Ainda de acordo com a polícia, Torres disse que fica viajando pelo Brasil e não tem familiar a quem informar a prisão.
Crime
A reportagem encontrou o acórdão referente à condenação de Torres pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais). Segundo a denúncia, o crime ocorreu em abril de 1991, em um bar na rodoviária da cidade de Patrocínio.
A vítima chamava-se Alírio Rodrigues da Silva, que era funcionário de uma fazenda naquele município. Segundo o que consta, houve um furto de objetos do administrador da propriedade e Silva havia avisado o gerente que suspeitava de dois ex-empregados que haviam sido demitidos no dia anterior ao furto.
Torres teria saído em defesa dos suspeitos, se desentendendo com Silva, com o qual se encontrou no bar da rodoviária. Eles tiveram uma breve discussão a respeito do furto e, durante a briga, o capturado teria sacado um revólver e atirado contra o peito da vítima.
Quando Silva já agonizava com a mão no peito, o réu afastou-se um pouco da porta do bar e atirou novamente, mas acabou atingindo a boca de uma mulher que estava no local aguardando um ônibus.
Condenação
A denúncia foi recebida em 6 de maio de 1991, ele foi enviado a Júri Popular e absolvido em julgamento ocorrido em 8 de maio de 1998. Porém, houve recurso e a Justiça determinou a realização de novo julgamento, realizado em 12 de dezembro de 2013.
Desta vez ele foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão no regime fechado. A defesa recorreu da sentença e o TJ-MG acatou parcialmente o recurso, reconhecendo a confissão espontânea, reduzindo a pena a 12 anos de prisão.
