Um homem que não teve a identidade divulgada foi indiciado pela Polícia Civil de Birigui (SP) por estelionato, acusado de aplicar golpes em vítimas e utilizar o dinheiro obtido com esses golpes, para aplicar em jogos online e plataformas de apostas.
O inquérito tramitou pelo 1º Distrito Policial, presidido pelo delegado Ícaro Oliveira Borges, e a investigação teve início após duas vítimas procurarem a delegacia no final de 2025, relatando que haviam caído em um golpe.
Segundo o que foi informado, ao tentar adquirir vasos decorativos de uma empresa que seria de Birigui, representada pelo indiciado, ele induzia as vítimas fazerem o pagamento antecipado via Pix, oferecendo descontos de até 15%.
Após receber o pagamento, havia a promessa de que os produtos seriam entregues no prazo de 30 a 60 dias, mas esses prazos nunca eram cumpridos. Ao ser cobrado da entrega da mercadoria, o investigado enviava mensagens às vítimas, alegando que a empresa havia falido devido a problemas de saúde dele e dificuldades financeiras, deixando-as no prejuízo.
Jogos
Após a instauração do inquérito, o delegado representou judicialmente pela quebra de sigilo das movimentações financeiras do investigado e pediu o bloqueio de eventuais valores bancários, visando garantir o ressarcimento das vítimas.
Ao analisar os relatórios das transações monetárias feitas pelo indiciado, a polícia descobriu que ele havia feito mais de 100 transferências bancárias para jogos online e plataformas de apostas.
A polícia encontrou transações feitas para empresas como Oig Gaming Brazil Ltda, Bpx Bets Sports Group Ltd, Sevenx Gaming S A, Kaizen Gaming Brasil Ltda, Pixbet, Galera Gaming, Sprbt Interactive e Luvabet.
Indiciado
Segundo a polícia, ao ser ouvido em declarações no decorrer dos inquéritos, o investigado alegou que já havia negociado com uma das vítimas a devolução integral do valor obtido mediante fraude e que estaria negociando com a outra, a restituição do valor.
Porém, para o delegado ficou evidenciado o dolo antecedente de obter vantagem financeira, as fraudes virtuais na promessa do falso negócio, e a finalidade em dar destino aos valores ilícitos dos crimes cibernéticos.
Os dois inquéritos já foram concluídos e relatados e caberá ao Ministério Público decidir pela denúncia, que ser for apresentada, poderá ou não ser acatada pela Justiça. O investigado responde em liberdade.
