Filha
Também na tarde de sexta-feira, outra aposentada, de 74 anos, recebeu ligação da mulher se passando por funcionária do Banco do Brasil, alegando tentativa de compra com o cartão do esposo dela.
A vítima disse à golpista que ligaria para a filha, desligou e ao telefonar para a filha, percebeu que a voz estava diferente. A pessoa que atendeu alegou que usava máscara e mandou telefonar no 4004-0001, para cancelar o cartão.
Nessa nova ligação, a vítima passou os dados da conta e a senha e minutos depois um homem de moto esteve na casa dela e recolheu o cartão.
O boletim de ocorrência foi registrado no início da tarde de sábado, quando a aposentada ainda não tinha consultado o extrato para saber se alguma quantia havia sido sacada.
Ajuda da neta
Por fim, uma dona de casa de 73 anos recebeu ligação da mulher se passando por funcionária da Caixa na manhã de sexta-feira. Nesse caso, ela desconfiou logo de início, por conhecer os gerentes do banco.
A gerente da conta dela é mulher e a golpista passou o telefone para um homem, dizendo que seria o gerente. Esse homem alegou que o cartão da vítima estava clonado, teria que ser bloqueado e que um rapaz de moto iria à casa dela buscá-lo.
Uma neta da dona de casa estava com ela pegou o telefone e disse ao suposto que levaria o cartão pessoalmente na agência.
Taxa
Porém, o homem alegou que isso não poderia ser feito, pois o motoqueiro já estava a caminho da casa delas para retirar o cartão. Além disso, falou que se fosse levar o cartão pessoalmente, seria cobrada uma taxa de R$ 150,00.
O motoqueiro foi à casa das vítimas e apresentou um crachá de uma suposta empresa de tecnologia. Desconfiada, a mulher picou o cartão em vários pedaços com a tesoura, o entregou dentro de um envelope, e recebeu um número de protocolo.
Golpe
Segundo a vítima, a neta dela encontrou na internet notícia sobre um caso estelionato semelhante, questionou o suposto gerente a respeito e ele negou.
Preocupada, a dona de casa foi à Caixa e confirmou não haver nenhum gerente com o nome informado à vítima durante o telefonema. Ela não teve prejuízo financeiro, mas estranhou o fato de os golpistas terem os dados pessoais, bancários e endereço dela.
