Claudinei de Oliveira Monzani, 35 anos, morreu após ser baleado no final da tarde de quinta-feira (21), no bairro Jussara, em Araçatuba (SP). A polícia tem suspeito da autoria do homicídio, mas até a manhã desta sexta-feira (22), ele não havia sido localizado.
Segundo o que foi relatado, pouco antes das 23h a Polícia Militar foi informada sobre disparos de arma de fogo na rua Aparecido Romano e encontrou a vítima caída em uma travessa de terra, denominada Dona Maria.
Monzani estava desacordado e apresentava perfurações por arma de fogo pelo corpo. Ele foi socorrido pela equipe de resgate até à Santa Casa e a polícia foi informada que apesar de dar entrada na unidade com vida, teve o óbito constatado 0h20.
Ainda de acordo com o que foi divulgado, foram constatadas quatro perfurações por disparo de arma de fogo, sendo uma nas costas, uma no lado esquerdo da cabeça, uma no braço direito e uma na coxa direita.
Suspeito
Assim que foi comunicada do crime, a Polícia Civil encaminhou equipe ao local e iniciou diligências, juntamente com os policiais militares que preservaram o local. Ao analisar imagens de câmeras de segurança, os policiais constataram que os disparos foram feitos por uma pessoa que estava no quintal de uma residência na rua Madalena Lourenço Bruno.
A vítima foi surpreendida quando estava pela rua Aparecido Romano e foi perseguida pelo autor, que seguiu fazendo disparos. Foram contabilizados cerca de cinco tiros até o momento em que Monzani entrou na travessa onde foi encontrado.
Central de monitoramento
Como as imagens mostram que após o homicídio o autor retornou para o quintal da casa onde iniciaram os disparos, os policiais invadiram essa residência, que estava trancada. Nela eles encontraram uma espécie de central de monitoramento, com equipamentos para gravar imagens em tempo real do bairro, as quais eram transmitidas por um televisor instalado na sala.
A polícia também apreendeu pinos plásticos para fracionar entorpecentes, uma porção de maconha, 78 pinos com cocaína, além de um notebook e diversos celulares, indicando que o local funcionaria como um ponto de tráfico de entorpecentes, segundo a polícia.
Investigação
O responsável pelo imóvel não havia sido localizado pela polícia. Uma equipe da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) esteve no local para acompanhar a perícia, que recolheu uma blusa supostamente utilizada pelo autor dos disparos.
O caso foi registrado como homicídio e tráfico de drogas e o corpo da vítima seria encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.
