Um trabalhador rural de 40 anos, morador em Barbosa (SP), foi preso na noite de sexta-feira (11) acusado de ferir a companheira dele com um golpe de faca na cabeça. A mulher, que tem 36 anos, está grávida de 2 meses e já teria sido esfaqueada no peito pelo investigado no início do ano passado.
Mesmo tendo sido agredida novamente, ela não quis representar criminalmente contra o companheiro e nem pedir as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.
Segundo a polícia, o crime aconteceu na residência do casal, na rua Felício Peroso. Chegando ao local uma vizinha relatou aos policiais que a briga havia acabado e a vítima foi encontrada na esquina do próximo quarteirão. Ela estava com a mão suja de sangue e reclamava de dor na cabeça.
A mulher contou à polícia que se desentendeu com o companheiro e durante a briga foi agredida por ele com um golpe de faca na cabeça. Após receber atendimento médico e três pontos para suturar o corte, a vítima levou os policiais até o local onde estava a faca utilizada no crime, a qual foi apreendida.
Preso
Ao término da ocorrência os policiais voltaram ao patrulhamento e surpreenderam o investigado se aproximando da residência do casal. Ele estava de bicicleta e com capuz na cabeça. Segundo a polícia, o trabalhador rural negou ter dado um golpe de faca na companheira, alegando que apenas discutiu com ela e a empurrou.
Ele foi levado para a delegacia junto com a faca apreendida e com a ficha de atendimento médico da vítima. Em depoimento um dos policiais militares relatou que conhece o investigado e foi a segunda vez que o prendeu em flagrante por agredir a companheira.
Em janeiro de 2020 ele deu uma facada no peito da vítima, que em depoimento confirmou que levou uma facada na cabeça, disse que está grávida de 2 meses dele, mas não quer processá-lo criminalmente e não tem interesse em medidas protetivas de urgência.
Negou
Em interrogatório o acusado novamente negou ter esfaqueado a companheira, alegando que apenas a empurrou. Apesar da versão, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão por lesão corporal e violência doméstica, sem direito a fiança na fase policial. Ele ainda representou pela conversão da prisão em preventiva.
