A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na tarde de quarta-feira (2), um homem de 33 anos, acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele, que era considerado foragido da Justiça desde 2019, comandaria o tráfico de drogas no bairro Roseli e teria participado de uma tentativa de homicídio ocorrida no residencial Atlântico.
O flagrante aconteceu por volta das 14h em uma chácara na rua Jose Barbosa dos Santos, que fica entre o Manoel Pires e o bairro Jardim TV. Policiais militares foram ao local após denúncias de que o acusado seria procurado da Justiça, comandaria o tráfico no Rosele e estaria armado.
Como o local possui várias rotas de fuga, foram acionadas várias viaturas e feito o cerco no local. Um morador vizinho à chácara autorizou a entrada dos policiais e ao olhar sobre o muro, o investigado foi visto saindo da residência. Segundo a polícia, ao perceber que seria preso, o acusado correu segurando uma arma.
Tiros
Outros integrantes da equipe foram informados de que o procurado estava armado e, ao se deparar com ele, um dos policiais mandou soltar a arma, mas não teria sido atendido. Ao ver o investigado apontar a arma na direção do colega de farda, outro policial disparou duas vezes na direção dele, estando entre 10 e 15 metros distância.
No boletim de ocorrência não consta o tipo de ferimento sofrido pelo investigado, mas a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada e ele levado para o pronto-socorro.
Drogas
Após ser feito o socorro ao acusado tiveram início as buscas no imóvel, com auxílio de um cão farejador. Foi apreendido quase 1,9 quilo de maconha, 1,386 quilo de cocaína, material para o fracionamento dos entorpecentes, balança de precisão e R$ 346,00 em dinheiro.
Após passar por atendimento médico o acusado foi apresentado no plantão policial, preso em flagrante e ficou à disposição da Justiça.
Arma
A arma apreendida com ele é uma pistola de 9 milímetros que estava acoplada a um dispositivo para rajadas e com um carregador alongado.
A pistola do policial que fez os disparos foi recolhida pela própria Polícia Militar, representada pelo chefe da Seção de Polícia Judiciária Militar e Disciplina.
A Polícia Civil requisitou que esse policial fosse submetido a exame residuográfico e as cápsulas deflagradas foram recolhidas para perícia.