Acontece no próximo dia 6 de fevereiro, no Fórum de Araçatuba, o julgamento de José Emerson de Barros Lins, 22 anos, o Miojo. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio, estupro, ocultação de cadáver e furto do celular da jovem Paola Cristina Bulgarelli, 20, crimes ocorridos em junho de 2015.
O réu foi preso dias após o corpo da vítima ser encontrado, confessou o crime e será julgado pelo Júri Popular. Se condenado, ele pode pegar até 47 anos de prisão.
A 1ª Vara de Execuções Criminais de Araçatuba e Anexo do Júri havia marcado o julgamento para 5 de dezembro, mas uma testemunha arrolada pelo Ministério Público e pela defesa não poderia comparecer à sessão nessa data, por isso, houve a alteração.
O julgamento será a partir das 9h e deverá ser bastante concorrido. A jovem desapareceu quando ia para o trabalho, em 5 de junho, e o corpo dela foi encontrado por pescadores, uma semana depois, no ribeirão Baguaçu.
Lins foi preso na casa do pai dele, em Castilho, para onde havia fugido. Ele confessou tê-la matado após estuprá-la e contou que jogou o corpo no ribeirão.
O réu morava no mesmo bairro que a vítima e para tentar ocultar os crimes, furtou o aparelho celular dela, que posteriormente foi apreendido.
Desaparecida
A vítima foi morta em 5 de junho de 2015, quando ia para o trabalho em uma lanchonete de uma rede de fast food na avenida Brasília. O corpo ficou desaparecido por uma semana e foi encontrado boiando no ribeirão Baguaçu, próximo ao ponto de captação de água.
O réu conhecia Paola, morava no Alvorada, mesmo bairro que ela, e fugiu após a localização do cadáver. Ele disse que pegou o celular da vítima para tentar ocultar o assassinato.
Familiares informaram o desaparecimento de Paola no mesmo dia em que ela saiu para o trabalho e não voltou para casa. A polícia recebeu várias denúncias e chegou a realizar buscas em uma mata próxima ao Baguaçu.
O corpo foi encontrado por pescadores no início da tarde de 12 de junho, uma semana após o desaparecimento. A vítima estava sem a parte de baixo da roupa e vestia o uniforme com um broche de treinadora da lanchonete, que era a função que ela exercia.
Uma irmã de Paola contou que além de ser conhecido do bairro, Miojo chegou a dizer à vítima que gostava dela, mas não foi correspondido, o que o teria deixado magoado.
Cobra
Em depoimento à polícia, o réu contou que abordou Paola na ponte sobre o ribeirão Baguaçu, que divide os bairros Alvorada e Nova Iorque, e a convidou para entrar no matagal nas imediações para ver uma cobra sucuri que tinha sido morta e deixada no local.
Durante o trajeto, a jovem desconfiou da atitude do réu, que disse que queria manter relação sexual com ela, a pegou pelo pescoço e a derrubou no chão.
Apesar de Paola ter pedido para que Lins não a machucasse, após manter relação sexual, ele bateu com um pedaço de madeira na cabeça da vítima duas vezes, causando afundamento de crânio, e depois jogou o corpo na água junto com a calça e a calcinha que ela vestia.
O delegado Paulo Natal, responsável pelo caso, disse que o réu chorou bastante durante o depoimento.