A Justiça de Birigui (SP) concedeu medida protetiva à ex-mulher de um delegado de polícia, ao qual acusou na última segunda-feira (23) em boletim de ocorrência, de tê-la agredido antes de ela decidir terminar o relacionamento, no final do ano passado.
A vítima disse que decidiu procurar a polícia após tomar conhecimento que ele estaria dizendo a outras pessoas que ela estaria desviando medicamentos do local de trabalho dela, na Prefeitura de Birigui, e cometendo o crime de peculato. A denúncia, de acordo com ela, seria por vingança, por ela ter decidido terminar o relacionamento.
Inclusive, ele teria pedido a outra pessoa para repassar essa informação de suposto desvio para uma página de notícias de Birigui no Facebook. Ela ficou de apresentar prints dessas mensagens à polícia.
O boletim de ocorrência foi registrado como calúnia, difamação e violência doméstica. Na versão dela, devido às ameaças do ex-companheiro dela de denunciá-la, ela teria pedido para ser transferida do setor de onde trabalhava.
Afastamento
As medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha, segundo o que foi apurado pela reportagem, foram concedidas ainda na segunda-feira, porém, somente hoje o
Hojemais Araçatuba
teve acesso à decisão. Nela consta que o pedido foi feito pela vítima quando esteve na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na segunda-feira.
“Assim, diante do que requerido pela vítima e tendo em vista a gravidade do ato, posto que em risco a integridade física da ofendida, é de se aplicar a medida protetiva consistente na fixação de limite mínimo de 200 metros de distância entre o autor e a proibição de aproximar-se da vítima, de sua residência, bem como de seu local de trabalho”,
consta na decisão.
A decisão também proíbe o contato entre as partes por qualquer meio de comunicação, incluindo WhatsApp e outras redes sociais. A Justiça não estendeu a decisão a um filho do casal, considerando não haver qualquer relato de agressão à criança.
Caso
Conforme publicado pelo
Hojemais Araçatuba
na terça-feira, a Prefeitura de Birigui abriu uma sindicância para apurar denúncia de suposto desvio de medicamentos que estaria sendo praticado pela ocupante de cargo comissionado que atuava no município.
O caso tornou-se público após ela registrar o boletim de ocorrência de calúnia e difamação, negando tal prática, e acusando o ex-companheiro dela, que é delegado de polícia, de agressão e de ser o responsável por estar tentando prejudicá-la.
Exonerada
Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, a funcionária da Prefeitura estaria afastada das funções desde a semana passada. Na terça-feira foi publicada a exoneração dela.
No decreto de exoneração, assinado pelo prefeito Leandro Maffeis (PSL), consta que o ato foi a pedido da ex-comissionada.
A Delegacia Seccional de Araçatuba informou que a denúncia de suposta agressão por parte do delegado contra a ex-companheira dele seria encaminhada à Corregedoria para apuração.