Polícia

Mãe cobra providências após filho ser espancado por colegas de escola no Umuarama

Adolescente de 14 anos que teria sido agredido a pauladas e com chutes; foi encontrado desacordado, caído na rua

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/05/22 às 19h28

A mãe de um adolescente de 14 anos, estudante em uma escola estadual no bairro Umuarama, em Araçatuba (SP), denunciou ao Hojemais Araçatuba , uma agressão sofrida pelo filho dela, que foi encontrado caído e desacordado, após a saída da aula.

De acordo com o que foi informado por ela, os autores da agressão teriam sido outros dois estudantes na mesma escola, sendo que um deles teria usado um pedaço de madeira para bater na cabeça da vítima, que sofreu lesão no nariz e ferimentos no rosto.

Ela não se conforma que o filho dela esteja em casa se recuperando das lesões, enquanto os autores da agressão estariam frequentando as aulas normalmente, sem que nenhuma providência tenha sido tomada pela direção da escola.

Agressões

De acordo com o que foi informado, o caso teria ocorrido na tarde de quinta-feira (12). A mulher contou à reportagem que estava no trabalho quando recebeu o telefonema da mãe de um colega do filho dela, informando que ele havia sido agredido e estava caído na rua, próximo à escola.

Chegando ao local, ela encontrou o filho caído na calçada, próximo da bicicleta dele, com a bolsa também jogada no chão, ao lado. O adolescente estava desacordado, com sangramento e testemunhas disseram que ele havia sido agredido por outros dois rapazes.

Ainda de acordo com testemunhas, a polícia e os bombeiros haviam sido chamados, mas como não haviam aparecido até o momento, a mãe do adolescente comunicou o marido dela, que levou o filho do casal ao pronto-socorro, onde ele permaneceu em atendimento médico.

Confirmou

A mãe do estudante disse que por estar em horário de trabalho, ela retornou para o emprego e depois foi ao pronto-socorro, onde o filho dela contou que havia sido agredido por dois estudantes, que o teriam acusado de estar assediando garotas, o que ele negou. Entretanto, teria ocorrido uma discussão ainda na escola, seguida de ameaças.

As agressões teriam ocorrido na saída da aula, sendo que um dos rapazes estava com um pedaço de madeira, que teria usado para bater na cabeça da vítima, fazendo com que desmaiasse. Testemunhas disseram que após o menino ter caído no chão, também foi agredido por chutes pelos dois agressores.

Providências

Segundo a mãe do estudante, na sexta-feira (13) ela foi à escola para pedir providências sobre o caso à direção, porém, teria sido informada pela direção que nada poderia ser feito.

“Eu conversei com o diretor e tive a impressão de que ele tentou se justificar demais. Insisti falando da situação do meu filho, que estava em casa todo machucado e que não conseguia dormir e nem se alimentar, mas ele simplesmente me informou que nada poderia fazer, enquanto os agressores estavam assistindo aula normalmente”, conta.

A mãe do estudante agredido disse que não se conforma com o fato de que a direção da escola não possa tomar nenhuma providência diante de uma situação que considera grave. “Como a escola não pode fazer nada? E a Ronda Escolar, pra que serve? Pela lei, meu filho não pode ficar em casa. E eu vou ter que mandar meu filho para a escola onde estão os agressores?”, questionou.

Fora da escola

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Educação, que informou por meio de nota da assessoria de imprensa que repudia toda e qualquer forma de agressão e de incitação à violência dentro ou fora das escolas.

Ainda de acordo com a Pasta, assim que tomou ciência do caso, que teria ocorrido fora e em local afastado da unidade, a equipe escolar teria prestado apoio ao estudante ferido, o que a mãe dele contesta.

“Os responsáveis pelos envolvidos compareceram à unidade escolar, onde foram esclarecidas as medidas restaurativas cabíveis que preservem o direito à Educação”, informa a nota.

Ainda de acordo com a secretaria, o caso foi inserido na Placon (Plataforma Conviva SP), que acompanha o registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino e a escola já agendou uma conversa com profissional do Programa Psicólogos na Educação.

O Hojemais Araçatuba também procurou o Conselho Tutelar, que comunicou que já foi comunicado do caso e tomará as devidas providências. A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência, que seria encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação.

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