Uma mulher de 42 anos, moradora em Valparaíso (SP), foi internada com queimaduras no rosto e em parte do corpo. Devido à gravidade das lesões, ela foi transferida para o Centro de Queimados em Catanduva.
O caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) no último sábado (10), quando um homem de 36 anos foi apresentado pela Polícia Militar, acusado pela vítima de ter ateado fogo nela.
Ela informou que durante a madrugada foi surpreendida na casa dela pelo investigado, os dois teriam discutido e ele deixado o local. Porém, teria retornado momentos depois, com um galão de álcool, teria jogado o líquido no corpo dela e ateado fogo.
A vítima disse que pediu socorro a vizinhos, mas não foi atendida, por isso voltou para casa, tomou medicamentos por conta própria, acabou dormindo e pela manhã pediu ajuda em uma padaria, sendo levada ao hospital.
Negou
Os policiais conseguiram encontrar o acusado, que seria pessoa conhecida, e ao abordá-lo, ele negou o crime. Na versão dele, a própria mulher teria jogado álcool sobre o corpo e colocado fogo utilizando um isqueiro. Ele afirmou que tentou socorrê-la utilizando uma manta para apagar as chamas.
Ainda de acordo com a polícia, o hospital informou que a paciente deu entrada na sala de emergência com queimaduras no rosto, no pescoço e nas mãos, afirmando que alguém havia jogado álcool nela e ateado fogo, sem informar a autoria.
Também foi informado que ela já foi encaminhada outras vezes para atendimento médico, após procurar a delegacia com queixas de agressões, para ser avaliada sobre eventuais lesões, já que a cidade não conta com IML (Instituto Médico Legal).
Confirmou
A vítima foi ouvida por meio de teleconferência pela equipe de investigação ainda no hospital e confirmou a versão apresentada anteriormente. Ela afirmou que nunca teve relacionamento com o investigado, já foi usuária de drogas, mas deixou o vício e atualmente está trabalhando.
O delegado que presidiu a ocorrência determinou a realização de perícia no local e os policiais militares chegaram a realizar diligências para encontrar uma suposta testemunha indicada pela vítima, mas essa pessoa não foi localizada.
Diante das divergências apresentadas e das demais informações apuradas, além de a suposta testemunha não ter sido localizada, o delegado decidiu por liberar o acusado após ouvi-lo, mas o caso será investigado.
