Um homem de 58 anos foi preso em flagrante na manhã de segunda-feira (12), em Guararapes (SP), acusado de ter incendiado um imóvel no qual estaria pernoitando, e que estaria desabitado. Ele confessou o crime, alegando ter ficado contrariado após ser advertido a desocupar o imóvel.
O caso aconteceu por volta das 10h e essa residência incendiada fica na rua Luís Lincoln de Oliveira, nos fundos de um estabelecimento comercial inativo. Uma testemunha disse à polícia que ao passar em frente à uma igreja existente no local, percebeu uma nuvem de fumaça e chamas saindo do imóvel.
Essa pessoa informou que pediu a um conhecido que acionasse a Brigada Municipal de Incêndio e viu o investigado saindo por um corredor lateral do prédio incendiado. Ela sabia que o acussado costumava ocupar os fundos do imóvel e ao questioná-lo, ele teria admitido ser o autor do incêndio.
Confessou
A própria testemunha informou que o acusado permaneceu no local até a chegada dos policiais militares que atenderam a ocorrência, os quais o encaminharam ao plantão policial em Araçatuba. Ao ser ouvido em declarações, ele disse estar em situação de rua e, por isso, vinha pernoitando na residência abandonada.
Alegou ainda que após ser advertido para deixar o local, sentiu-se contrariado e decidiu atear fogo em um sofá. Porém, afirmou que permaneceu nas imediações após o fato e disse estar arrependido. Com ele a polícia apreendeu uma garrafa com cachaça, uma caixa de fósforos e um isqueiro.
Danos
As chamas foram contidas pela Brigada Municipal de Incêndio de Guararapes, utilizando o caminhão-pipa, porém, foram constatados danos no telhado e na parte da mobília da residência existente nos fundos do terreno.
O proprietário do imóvel confirmou que tanto o salão comercial como a residência nos fundos estavam fechados e trancados, pois estavam desocupados, não sabia que o investigado estaria pernoitando no local e não o conhecia. O imóvel não possui seguro e o prédio danificado provavelmente será demolido, segundo o proprietário.
Preso
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela decretação da prisão em flagrante e após ser ouvido, o investigado permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia. Foi representado pela decretação da prisão preventiva.
