O ex-vereador Evandro Molina e um irmão dele foram presos pela Polícia Civil de Araçatuba (SP) nesta sexta-feira (9), durante cumprimento a mandado de busca e apreensão em um estabelecimento no bairro Jussara, onde havia carnes armazenadas de forma irregular. A reportagem ainda não conseguiu contato com as defesas deles.
Segundo as informações preliminares, cerca de 500 quilos de produtos, entre carnes, linguiças e até mandioca, foram recolhidos e levados ao aterro sanitário para descarte. A reportagem acompanhou parte do trabalho que foi conduzido pelo delegado Marcel Basso, junto com equipe da CPJ (Central de Polícia Judiciária).
Também participaram da ação, servidores do Setor de Postura da Prefeitura, da Vigilância Sanitária e do SIM (Serviço de Inspeção Municipal) da Secretaria de Agricultura. Antes de as carnes serem recolhidas, o estabelecimento passou por perícia realizada por equipe do Instituto de Criminalística.
Denúncia
Em junho deste ano, a polícia esteve nesse mesmo estabelecimento com uma equipe de fiscalização da prefeitura e recolheu cerca de 2.700 quilos de produtos de origem animal encontrados no imóvel. Na ocasião, a fiscalização foi motivada por denúncia de moradores incomodados com acúmulo de sujeira que gerava mau cheiro e atrairia urubus, ratos e outras pragas.
Durante a vistoria, os fiscais constataram que havia fabricação, manipulação e fracionamento de produtos cárneos sem registro nos órgãos oficiais de inspeção sanitária, o que caracterizaria atividade clandestina.
Também estaria ocorrendo a comercialização de produtos sem rotulagem, descumprimento das normas sanitárias de higiene das instalações e equipamentos, utilização de matérias-primas sem comprovação de procedência, elaboração de produtos em desacordo com a legislação e produção de alimentos considerados de risco à saúde pública.
As equipes lavraram Auto de Infração, Auto de Imposição de Penalidade e Auto de Apreensão, Interdição e Inutilização.
Continuou
O novo mandado de busca para o estabelecimento foi requerido pela Polícia Civil, devido a informações de que apesar das autuações feitas em junho após inspeção, o prédio continuaria sendo utilizado para armazenar alimentos de maneira irregular e em condições impróprias para o consumo.
Durante a nova fiscalização, foram encontradas carnes armazenadas de forma irregular, além de o estabelecimento permanecer sem o devido alvará de funcionamento. Equipe da fiscalização informou à reportagem que havia duas câmeras frios no prédio, mas quando do início da vistoria, elas estariam desligadas.
