Polícia

Empresário de Araçatuba tem prejuízo de mais de R$ 180 mil com golpe

Recebeu mensagem de uma suposta funcionária do banco, informando que ela seria a nova responsável pelo atendimento da empresa perante o banco

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias
06/10/26 às 09h31

Um empresário de 54 anos, de Araçatuba (SP), procurou a polícia na noite de segunda-feira (5), para denunciar que foi vítima de um golpe e sofreu um prejuízo de R$ 184.737,83. Ele contou à polícia que administrava uma imobiliária em sociedade com outra pessoa, mas na semana passada encerrou a sociedade, passando a ser o único proprietário da empresa.

Diante disso, precisou providenciar a atualização cadastral da empresa no banco utilizado pela pessoa jurídica, para o processo de regularização da nova composição societária. 

Nesse período de transição, a vítima recebeu uma mensagem de uma suposta funcionária do banco, informando que ela seria a nova responsável pelo atendimento da empresa perante a instituição financeira. 

Após ele informar que estava providenciando a alteração societária da empresa, a suposta funcionária do banco se prontificou a orientá-lo. Ela voltou a fazer contato telefônico com ele na quinta-feira (1) e agendou para o dia seguinte a atualização dos dados cadastrais.

Golpe

Na tarde da sexta-feira (2), seguindo as orientações da suposta funcionária, o empresário acessou o aplicativo bancário, ocasião em que eram gerados tokens de autenticação, mas ao tentar acessar a conta, o sistema permanecia carregando e não concluía a operação. 

A mulher permaneceu o tempo todo ao telefone com ele, solicitando repetidamente que realizasse novas tentativas de acesso ao aplicativo, cada uma mediante a geração de um novo token, mas a alegada indisponibilidade do sistema persistia. 

A vítima disse que permaneceu realizando os procedimentos até aproximadamente 19h, permanecendo o sistema aparentemente indisponível.

Prejuízo

Ao tentar novo contato com a suposta funcionária, na segunda-feira, com o retorno do expediente bancário, o empresário não conseguiu. Ele entrou em contato diretamente com o banco, que informou que não havia nenhuma funcionária com o nome informado, vinculada ao atendimento da conta dele.

Desconfiada, a vítima foi consultar a movimentação bancária da empresa e constatou a realização de operações financeiras que não reconhece e para as quais não forneceu autorização. De acordo com ele, R$ 103.399,02 foram movimentados na sexta-feira e mais R$ 81.338,81 na segunda-feira. O caso foi registrado como estelionato e um inquérito será instaurado.

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