Polícia

PM prende acusado de assassinar homem que teve corpo queimado no São José

Vítima teria sido queimada ainda viva; aos policiais militares, acusado alegou que teve ajuda, mas em depoimento oficial disse que agiu sozinho

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias
11/10/26 às 10h56
Prisão foi feita por equipe da Polícia Militar, do tenente Ikaro (Foto: Lázaro Jr.)

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na manhã deste domingo (11), um homem que confessou ter sido o autor do assassinato de Marcos Adão do Nascimento Felipe, 55 anos, que vivia da coleta de reciclagem, e cujo corpo foi encontrado parcialmente queimado, em uma área ao lado do ecoponto do bairro São José.

Aos policiais militares, após ser abordado, ele confessou o crime e disse que teve ajuda de uma outra pessoa. Porém, ao ser ouvido formalmente na delegacia, o investigado afirmou à Polícia Civil que teria agido sozinho e que teria ateado fogo na vítima, com ela ainda viva.

A abordagem ao investigado foi feita no início da manhã, por equipe do Comando Força Patrulha que estava em patrulhamento pelo bairro São José e recebeu denúncia de quem seria o possível autor do homicídio.

Confessou

Ele foi encontrado na rua Rafael Manarelli, a mesma onde o corpo foi encontrado. Segundo o tenente Ikaro, ao ser abordado, o acusado confessou a autoria do crime, alegando que Marcos Adão teria tentado atacá-lo com uma faca após um desentendimento. Para se defender, ele teria pego um pedaço de madeira e batido com o objeto na cabeça da vítima.

Na versão apresentada aos militares, o acusado afirmou que teve a participação de outro homem que estaria pelo local para atear fogo na vítima. Segundo o tenente, as equipes já estavam tentando identificar quem seria essa suposta pessoa que teria auxiliado o investigado a incendiar o corpo de Marcos Adão.

Sozinho

Ao ser ouvido formalmente na delegacia, o investigado voltou a confessar o crime, mas desta vez,  disse que agiu sozinho. Nessa versão, ele alegou que naquela noite ele e a vítima faziam uso de crack, juntamente com outras pessoas nas imediações do local do crime.

Marcos Adão teria tentado pegar a droga que ele consumia, o que não foi permitido, por isso, a vítima teria sacado uma faca para ameaçá-lo. Quando Marcos Adão já estava na moradia improvisada onde se abrigava, na mata ao lado do ecoponto, o acusado teria ido até o local, armado com um pedaço de madeira, e o golpeado na cabeça.

Ainda de acordo com o acusado, ferida, a vítima teria deixado o local correndo para pedir ajuda aos demais que faziam uso de drogas com o grupo. Ele disse que permaneceu no local e quando a vítima retornou, desferiu mais dois golpes com o pedaço de madeira na cabeça dela, fazendo com que caísse na valeta onde o corpo foi encontrado.

O investigado afirmou que Marcos Adão ainda estava vivo quando ele colocou dois colchões sobre ele e os incendiou, utilizando um isqueiro, deixando o local em seguida.

Marcos Adão do Nascimento Felipe vivia da coleta de reciclagem (Foto: Reprodução)

Reciclagem

Por fim, o acusado alegou que já vinha tendo problemas anteriores com a vítima, que recolhia materiais recicláveis que chegavam no ecoponto. Segundo o investigado, quando os materiais chegavam, Marcos Adão não queria que as demais pessoas recolhessem esses recicláveis, ficando tudo para ele, o que causava os desentendimentos.

Após ouvir o depoimento do investigado, o delegado Rodolfo Carlos de Oliveira, responsável pela investigação, que tramita na DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), representaria pela decretação da prisão do investigado.

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