A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na manhã deste domingo (11), um homem que confessou ter sido o autor do assassinato de Marcos Adão do Nascimento Felipe, 55 anos, que vivia da coleta de reciclagem, e cujo corpo foi encontrado parcialmente queimado, em uma área ao lado do ecoponto do bairro São José.
Aos policiais militares, após ser abordado, ele confessou o crime e disse que teve ajuda de uma outra pessoa. Porém, ao ser ouvido formalmente na delegacia, o investigado afirmou à Polícia Civil que teria agido sozinho e que teria ateado fogo na vítima, com ela ainda viva.
A abordagem ao investigado foi feita no início da manhã, por equipe do Comando Força Patrulha que estava em patrulhamento pelo bairro São José e recebeu denúncia de quem seria o possível autor do homicídio.
Confessou
Ele foi encontrado na rua Rafael Manarelli, a mesma onde o corpo foi encontrado. Segundo o tenente Ikaro, ao ser abordado, o acusado confessou a autoria do crime, alegando que Marcos Adão teria tentado atacá-lo com uma faca após um desentendimento. Para se defender, ele teria pego um pedaço de madeira e batido com o objeto na cabeça da vítima.
Na versão apresentada aos militares, o acusado afirmou que teve a participação de outro homem que estaria pelo local para atear fogo na vítima. Segundo o tenente, as equipes já estavam tentando identificar quem seria essa suposta pessoa que teria auxiliado o investigado a incendiar o corpo de Marcos Adão.
Sozinho
Ao ser ouvido formalmente na delegacia, o investigado voltou a confessar o crime, mas desta vez, disse que agiu sozinho. Nessa versão, ele alegou que naquela noite ele e a vítima faziam uso de crack, juntamente com outras pessoas nas imediações do local do crime.
Marcos Adão teria tentado pegar a droga que ele consumia, o que não foi permitido, por isso, a vítima teria sacado uma faca para ameaçá-lo. Quando Marcos Adão já estava na moradia improvisada onde se abrigava, na mata ao lado do ecoponto, o acusado teria ido até o local, armado com um pedaço de madeira, e o golpeado na cabeça.
Ainda de acordo com o acusado, ferida, a vítima teria deixado o local correndo para pedir ajuda aos demais que faziam uso de drogas com o grupo. Ele disse que permaneceu no local e quando a vítima retornou, desferiu mais dois golpes com o pedaço de madeira na cabeça dela, fazendo com que caísse na valeta onde o corpo foi encontrado.
O investigado afirmou que Marcos Adão ainda estava vivo quando ele colocou dois colchões sobre ele e os incendiou, utilizando um isqueiro, deixando o local em seguida.
