Uma mulher de 50 anos foi internada em estado grave na Santa Casa de Araçatuba (SP) no domingo (17), após ser atropelada na prainha municipal de Pereira Barreto.
O acusado do atropelamento é um policial militar rodoviário de 30 anos, que foi preso em flagrante. Ele teria fugido sem prestar socorro às vítimas.
O acusado estava conduzindo um Fiat Palio e foi apresentado na delegacia por policias militares. Eles disseram que faziam patrulhamento pela prainha e foram informados que algumas pessoas haviam sido atropeladas e que o responsável pelo atropelamento havia fugido.
A equipe esteve no local, que foi preservado para aguardar a realização de perícia, enquanto duas pessoas feridas, sendo a mulher de 50 anos e um vigilante de 48 anos, foram levados pelos bombeiros para o hospital local.
Esse vigilante e outras testemunhas disseram que o acusado passou com o carro próximo das pessoas que estavam no local.
Quando pediram que ele fosse mais devagar com o veículo, o policial militar teria parado, engatado marcha a ré e provocado o atropelamento. Em seguida, teria deixado o local sem prestar socorro às vítimas.
Medo
Em depoimento à polícia, o policial militar rodoviário disse que conduzia o carro pela prainha, quando um desconhecido bateu no para-brisa, do lado dele, e disse algo que não entendeu.
Ele alegou que preocupado em saber o que havia acontecido, engatou marcha a ré e, ao se afastar, percebeu que o vidro traseiro do carro havia estourado.
Em seguida, os passageiros que estavam no banco traseiro do Palio desembarcaram e saíram correndo. Ao abrir a porta para ver o que havia acontecido, ele foi agredido por desconhecidos.
Por medo das agressões, deixou o local sem saber se havia atropelado alguém e informou outro policial sobre o que havia ocorrido. Por fim, o acusado disse que só soube dos atropelamentos mais tarde, pelas redes sociais.
Vítimas
O vigilante atropelado foi liberado após atendimento médico, mas a mulher teve que ser transferida para a Santa Casa de Araçatuba devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, exames descartaram o traumatismo cranioencefálico, mas vítima teve politraumatismo, com ferimentos principalmente no rosto.
A paciente permanecerá internada para ser avaliada por ortopedista e especialista buco-maxilo. O quadro de saúde é considerado grave, porém estável.
O delegado plantonista que registrou o boletim de ocorrência optou pela prisão em flagrante e o policial militar rodoviário seria apresentado em audiência de custódia.