Um cão da raça Pit bull foi morto com um tiro disparado por um policial militar de folga na manhã desta quarta-feira (16), após atacar três pessoas na rua, em Luiziânia (SP), município pertencente à microrregião de Penápolis. Segundo a polícia, uma das vítimas teve que ser transferida para o hospital de Penápolis devido aos ferimentos.
O policial militar que registrou a ocorrência na delegacia relatou que houve solicitação para atender ocorrência de animal agressivo em via pública na rua Delcídio Rosa de Oliveira, por volta das 10h. Porém, quando chegou ao local, o cão da raça Pit bull já estava morto e as vítimas do ataque haviam sido levadas para o pronto-socorro municipal.
Tiro
O policial militar que mora nas imediações relatou aos que atenderam a ocorrência que estava dentro de casa, quando ouviu um tumulto na rua. Ao sair para ver o que acontecia, ele viu o cão
“grudado”
no braço do vereador Israel Ribeiro da Silva (MDB), 49 anos.
Ainda de acordo com ele, um padeiro de 38 anos estava com barra de ferro, com a qual desferia golpes no animal, que não soltava o braço da vítima. Sem alternativa, o policial entrou na casa dele, pegou a pistola e ao voltar para a rua fez um único disparo no animal, que morreu no local.
Investigação
A proprietária do Pit bull foi identificada como sendo uma trabalhadora rural de 33 anos, moradora na região central da cidade. A Polícia Civil determinou a realização de perícia, que apresentou na delegacia uma barra de ferro e a cápsula deflagrada da pistola do policial militar.
Após o término dos trabalhos o animal morto foi resgatado por equipe da Prefeitura, que faria a devida destinação. O delegado que presidiu a ocorrência entendeu que o policial que efetuou o disparo precisou sacrificar a vida do Pit bull a fim de proteger a integridade física das vítimas, que se encontravam em perigo na ocasião.
Vítimas
Além do vereador, foram identificadas como vítimas no boletim de ocorrência outros dois idosos, um de 77 e outro de 64 anos. Não foi relatado qual deles precisou ser transferido para Penápolis em função dos ferimentos e qual o estado de saúde desse paciente.
A proprietária do animal deverá responder criminalmente por omissão cautela na guarda do animal, que prevê pena de prisão simples de 10 dias a 2 meses, ou multa.