A Polícia Civil de Birigui (SP) representou pela decretação da prisão preventiva do acusado de assassinar Mirlene Gonçalves e Robson Leandro Fioroto, duplo homicídio ocorrido na noite de sábado (9) no bairro Atenas. O pedido aguarda a análise do representante do Ministério Público e posterior decisão da Justiça.
O delegado Eduardo Lima de Paula, responsável pela investigação, explica que a Polícia Civil realizou os trabalhos investigativos preliminares com equipe de plantonistas e nesta segunda-feira (11) foi instaurado inquérito policial pela Delegacia de Polícia do Município.
“Foram realizadas diligências no sentido de se identificar plenamente o autor dos disparos e localizá-lo para prestar esclarecimentos, assim como apreender a arma de fogo utilizada para a prática do crime”, informa.
Identificado
Ainda de acordo com ele, o autor, que é vizinho da vítima, foi identificado ainda pela manhã como sendo um homem de 29 anos, mas não havia sido localizado nos endereços conhecidos.
Como também não houve o contato de nenhum advogado ou advogada constituído com o objetivo de apresentá-lo para dar a versão dele dos fatos, no início da tarde foi protocolada a representação pela prisão temporária pelo período de 30 dias.
O caso é investigado como duplo homicídio qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A representação pela prisão foi feita à 2ª Vara Criminal de Birigui.
Crime
O duplo homicídio aconteceu na noite de sábado, na rua na frente da casa das vítimas, no bairro Atenas. Imagens de câmeras de monitoramento mostram que após o investigado chegar de carro e guardá-lo na garagem, Mirlene sai da casa dela, atravessa a rua, e começa a discutir com o vizinho.
Ela volta para a casa dela, mas depois retorna e se depara com o vizinho de posse de uma arma longa. Segundo a polícia, ela foi morta com um tiro na cabeça e encontrada com lesão no rosto.
O companheiro dela também saiu na rua, tentou se esconder atrás de um carro após Mirlene ser baleada, mas também foi atingido. Ele ainda correu para a residência do casal, mas caiu e foi encontrado morto no corredor.
O investigado deixou o local no carro que havia chegado em casa momentos antes. A polícia identificou a condutora do veículo como sendo a companheira dele, que pelo Código Penal, não deve responder criminalmente por dar fuga a ele.
