A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu na madrugada de sexta-feira (3), mais dois homens investigados por participação nos assassinatos de João Gabriel Messias e Willian Douglas Messias, ocorridos no início de fevereiro, em Guararapes.
Dois irmãos já haviam sido presos em Araçatuba no último dia 22 e agora, foram crumpridos os mandados de prisão temporária por 30 dias de mais dois homens. Um deles tem 51 anos e o outro, 44.
Os mandados foram cumpridos por equipe da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) em uma residência na rua Presidente Tancredo Neves, no bairro Rosele, sendo necessário arrombamento da porta. Durante as buscas os policiais apreenderam os celulares que estavam com os dois investigados, os quais devem ser encaminhados para perícia.
Os mandados de prisão para ambos foram expedidos no dia 2 deste mês pela 1a Vara Criminal de Guararapes e eles seriam encaminhados à cadeia de Penápolis, onde devem permanecer a disposição da Justiça. A reportagem não conseguiu apurar qual seria a participação deles nos crimes.
Mortes
João Gabriel e Willian foram assassinados em uma área no cruzamento da rua Brasil com a rua dos Fundadores, no bairro Frutal, em Guararapes. No local a polícia foi informada informalmente de que os disparos teriam sido feitos por dois ou três ocupantes de um veículo e que teriam fugido em seguida.
Também foi apurado que os irmãos teriam agredido um morador no bairro durante a manhã daquele dia em decorrência de um desacerto comercial e a vítima da suposta agressão teria encomendado as morte deles.
Presos
Um dos dois irmãos que haviam sido presos também foi encontrado em uma casa na rua Presidente Tancredo Neves, em Araçatuba. Ele teria confirmado que ele e o irmão dele, de 39 anos, teriam cometido o duplo assassinato. O irmão dele foi capturado em uma igreja na rua Marcílio Dias.
Um dos investigados alegou em depoimento que tinha um desentendimento antigo com as vítimas, teria sido agredido por elas na manhã daquele dia, por isso eles armaram-se e foram a Guararapes, onde comenteram os assassinatos.
A dupla alegou que após o crime jogou as armas no rio Tietê e depois voltou para Araçatuba, onde permaneceu até ser presa. O caso segue em investigação.
