Polícia

Professora é chamada de ‘macaca’ por aluno após pedir para ele entregar o celular

Alegou que xingamentos seriam contra uma colega de sala e não contra a vítima e pediu desculpas; foi suspenso por 3 dias

Da Redação - Hojemais Araçatuba
20/05/25 às 15h52

Uma professora de uma escola estadual de Penápolis (SP) procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência de injúria racial contra um estudante de 15 anos, após ser ofendida por ele. Segundo o que foi relatado, o caso teria ocorrido no dia 12 deste mês, mas foi registrado na delegacia na delegacia na tarde de sábado (17).

A professora relatou que leciona educação física e o estudante está no 1º ano do ensino médio. De acordo com ela, durante a aula o adolescente foi flagrado manuseando o celular, o que é proibido por legislação estadual e federal. Atendendo ao que determina a lei, a professora solicitou que o aparelho fosse entregue a ela, foi atendida e o celular foi repassado à vice-diretora.

Injúria

Porém, após a aula, quando ela caminhava pelo corredor da escola, foi surpreendida pelo estudante, que a seguia e comentou e voz alta “essa filha da ..., preta, macaca, pegou o meu celular” .

Levado à diretoria pela professora, o aluno alegou que havia proferido os xingamentos contra uma colega de sala e não contra a vítima. Em seguida, ele pediu desculpas à professora, o caso foi registrado na Placon (Plataforma Conviva) do governo do Estado e a vítima foi orientada a registrar o boletim de ocorrência.

Suspensão

A reportagem pediu informações à Secretaria de Estado da Educação, que respondeu que a Diretoria de Ensino de Penápolis lamenta o caso e está à disposição da docente. “Na data do ocorrido, a direção da unidade convocou os responsáveis pelo aluno para ciência dos fatos e afastou o estudante das atividades presenciais durante três dias” , informa a nota.

Ainda de acordo com o que foi divulgado, durante a semana, a equipe do Conviva-SP (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar) realizou uma série de atividades de prevenção e combate à injúria racial, ao bullying e outros tipos de agressão. “O grêmio estudantil da escola também está mobilizado para a promoção de ações de combate ao racismo” , finaliza a nota.

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