A vereadora Letícia Sader (MDB), de Penápolis (SP), participou nesta quarta-feira (14) de um painel que tratou do tema acessibilidade durante o 6º Conexidades, evento organizado pelo Multiplicidades, com apoio da Uvesp (União dos Vereadores do Estado de São Paulo), e que ocorre até sábado (17), em Jundiaí.
O evento é transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e Letícia, chamou a atenção para a necessidade de promover acessibilidade nos prédios públicos. Ela, que tem 40 anos, lesionou a coluna durante um mergulho há 28 anos, quando passou a depender da cadeira de rodas para se locomover.
A parlamentar contou que ao tomar posse, deparou-se com o prédio do Legislativo municipal preparado para receber o público com deficiência, porém, para o público interno não havia essa estrutura. “Acho que nunca pensaram que um cadeirante pudesse se eleger vereador”, comentou.
Dificuldades
Ainda segundo Letícia, mesmo sendo presidente da Casa, as devidas adequações foram concluídas apenas 11 meses após a posse, diante da resistência encontrada. Porém, citou que prédios públicos de outras cidades, inclusive os modernos, não dispõem de estrutura adequada à acessibilidade para esse público.
Tanto que como presidente do Parlamento Regional da microrregião de Penápolis, ela disse ter passado por situações constrangedoras ao ser chamada para compor a mesa com os demais membros. “Acessibilidade vai muito além de uma rampa”, argumentou.
Eficiência
Hoje a Câmara de Penápolis, de acordo com ela, conta com porta automatizada, banheiros internos adaptados e duas intérpretes de Libras, a linguagem de sinais. “As coisas são morosas, mas não se pode desistir, pois todos têm direito de saber o que está sendo discutido nas Casas de lei, independentemente da sua condição”, falou.
Por fim, Letícia alertou que para que as adequações tenham efetividade, é preciso ouvir as pessoas com deficiência, para que as ações não fiquem apenas no papel.
