A Câmara Municipal de Araçatuba (SP) aprovou uma moção de apoio ao voto impresso nesta segunda-feira (2), durante 23ª sessão ordinária do ano. O autor da moção foi o vereador Lucas Zanatta (PV).
“Esse é um assunto de Estado, não é um assunto de governo. Eu acho extremamente pertinente essa casa, que é a casa do povo de Araçatuba, se manifestar em assunto de interesse nacional”, afirmou Zanatta, justificando o motivo da moção.
Após horas de diálogo entre os parlamentares, a moção foi aprovada por 10 vereadores. Apenas quatro, foram contrários.
O vereador Arlindo Araújo (MDB), foi um dos parlamentares que votaram contra a moção.
"O Brasil já vem se utilizando dessa tecnologia há várias eleições. O presidente da República foi eleito assim, eu fui eleito por várias eleições assim, a composição dessa Câmara foi eleita assim. Eu acho que esse é um assunto que tem que ser discutido, mas no momento que o País vive, é uma coisa inoportuna", disse Araújo.
Já o vereador Dunga Costa (DEM), decidiu votar favorável e chegou a parabenizar o autor da moção.
"Você vai fazer uma compra, você tem o comprovante que mostra o valor. Vai no banco, também tem comprovante, na loja, temcomprovante de compra e venda. Eu acho que está na hora de eleições ser coisa séria nesse País. Com o voto impresso, eu acho que tem transparência e dá para provar transparência", finalizou Dunga.
Voto dos vereadores
Confira quais são os vereadores que votaram a favor e contra a moção.
Arlindo Araújo (MDB) - Não
Arnaldinho (Cidadania) - Sim
Boatto (MDB) - Sim
Cristina Munhoz (PSL) - Sim
Dunga Costa (DEM) - Sim
Evandro Molina (PP) - Sim
Gilberto Batata Mantovani (PL) - Não
Coronel Guimarães (PSL) - Sim
Dr. Jaime (PSDB) - Não
Lucas Zanatta (PV) - Sim
Maurício Bem Estar (PP) - Sim
Nelsinho Bombeiro (PV) - Sim
Regininha (Avante) - Sim
Wesley da Dialogue (PODE) - Não
PEC
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em defesa do voto impresso e auditável foi apresentada na Câmara dos Deputados pela deputada federal Bia Kicis (PSL).
Presidente da República
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), foi quem começou a discussão sobre o retorno do voto impresso, dizendo, sem apresentar provas, que ele foi eleito no primeiro turno das eleições em 2018, mas uma fraude teria feito com que Fernando Haddad (PT), disputasse o segundo turno com ele.
Bolsonaro tem organizado diversas ‘motociatas’ nas cidades com apoiadores pedindo o retorno do voto impresso para as eleições de 2022.
