Política

Convocados não comparecem e oitivas na CP de Birigui são suspensas

O médico Luciano Velame e o servidor Marco Aurélio Farina Lopes foram convocados para depor nesta segunda, mas não compareceram

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
27/09/21 às 18h19

Mais dois convocados para depor na CP (Comissão Processante), que investiga possíveis irregularidades na condução do pronto-socorro municipal de Birigui (SP), não compareceram à oitiva marcada para esta segunda-feira (27), na Câmara dos Vereadores. Diante da situação, os trabalhos foram suspensos.

Eram aguardados os depoimentos do médico Luciano Velame, que atuava no pronto-socorro na data dos fatos, e Marco Aurélio Farina Lopes, que é diretor de Gestão de Materiais e Patrimônio da Prefeitura.

Na última sexta-feira (24), as três testemunhas agendadas pela comissão também não se apresentaram para depor, assim como dois convocados para o último dia 20. A primeira fase de coleta de depoimentos, promovida em junho, também foi marcada por ausências às convocações.

(Foto: Divulgação)

Comissão

A comissão tem como presidente, Andre Luis Moimas Grosso, o Andre Fermino (PSDB), membro Paulo Sérgio de Oliveira, o Paulinho do Posto (Avante) e o relator Marcos Antonio Santos, o Marcos da Ripada (PSL).

Com a ausência dos depoentes, Andre Fermino pediu para exibir novamente o vídeo do prefeito Leandro Maffeis (PSL) retomando a gestão do pronto-socorro municipal; os áudios atribuídos ao médico Thiago de Camilo Figueiredo Mattos, em que ele fala das condições de atendimento à população na unidade de saúde, e que teriam embasado a abertura da CP; e uma live de Maffeis com a participação do médico Luciano Velame, onde o profissional fala da saúde e resolução de dificuldades.

Suspensão

Segundo Fermino, os trabalhos serão suspensos porque os próximos depoimento seriam de testemunhas arroladas pelo prefeito. No entanto, essa fase só poderá ser iniciada após a conclusão das oitivas de testemunhas convocadas pela comissão, que irá tentar novamente medidas judiciais para conseguir ouvi-las.

“Nosso trabalho torna-se improdutivo se as testemunhas não colaboram com as informações de que dispõem. Dessa forma, precisaremos aguardar respostas das nossas tentativas junto ao Poder Judiciário para que seja feita a condução coercitiva”, considerou Andre Fermino.

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