Os pedidos para a saúde nos 43 municípios que formam a região de Araçatuba (SP) foram os principais na audiência pública do Orçamento estadual para 2022, promovida pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).
O encontro foi realizado nesta segunda-feira (23), na Câmara de Araçatuba, e foi o sexto deste ano nas regiões.
Uma das reivindicações levadas aos deputados foi a construção do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) em Araçatuba. De acordo com a secretária de saúde do município, Carmem Guariente, a região tem hoje uma fila com 36 mil pedidos de cirurgias eletivas de média complexidade que se agravaram por conta da pandemia.
O vice-presidente da Câmara de Araçatuba, vereador Maurício Bem Estar (PP), pediu recursos para a construção do ambulatório. "Araçatuba é um polo regional, atendemos mais 40 municípios, não podemos levar nossos pacientes para outros municípios", afirmou.
Iamspe
A falta de atendimento pelo Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo) na Santa Casa de Araçatuba também foi abordada durante o encontro. De acordo com os usuários do Iamspe, a região está há mais de 2 anos sem atendimento hospitalar. O motivo seria a má distribuição dos recursos do instituto para os municípios da região.
"Ficamos tristes de ver esse tratamento diferenciado, queria que levassem para o orçamento porque não é possível que continuemos pagando e não tendo atendimento", disse Faustina Amorim, presidente da Comissão Consultiva Mista do Iamspe de Araçatuba.
O deputado Enio Tatto (PT), que presidiu a audiência, sugeriu a convocação do superintendente do Iamspe, Wilson Pollara, para prestar contas aos deputados. "A Comissão de Finanças e Orçamento deveria chamar o superintendente para explicar por que, com o aumento da alíquota do funcionalismo público, não foi repassado o dinheiro para reajustar a tabela", disse.
Tatto lembrou ainda da lei aprovada pela Assembleia Legislativa que determina que 50% das emendas impositivas devem ser destinadas para a saúde dos municípios. "Por conta da necessidade da saúde, se o deputado quiser mandar 100% para a saúde, ele pode mandar", disse.
Pedágios
Alguns dos presentes também cobraram a não instalação de pedágios nas rodovias da região. Na ocasião, o deputado Gilmaci Santos (Republicanos) lamentou não se tratar de competência do Legislativo estadual. "Esse tema sempre sai nas regiões, a Assembleia Legislativa infelizmente não participa disso, gostaríamos muito que fosse através de projetos de lei", disse.
Tatto, no entanto, afirmou que trabalha na questão. "Sou da comissão de transportes e já pedimos audiências públicas com o secretário Alexandre Baldy e com outros secretários. Não é competência da Assembleia, mas temos que pressionar e denunciar", disse.
