O prefeito de Birigui (SP), Leandro Maffeis (PSL), quer revogar integralmente a lei municipal que obriga a transmissão ao vivo das sessões de licitação realizadas pelo poder público no município. O projeto tem data de sexta-feira (16), mas foi protocolado na Câmara na tarde desta segunda-feira (19).
Coincidentemente, o pedido foi feito após o Legislativo Municipal comunicar também hoje, que na próxima quinta-feira (22) fará a primeira transmissão ao vivo de uma licitação realizada pela Casa.
Até hoje o município não transmitiu nenhuma sessão de licitação, apesar de a legislação ter sido sancionada em 19 de maio e entrado em vigor 15 dias depois. O principal argumento para pedir a revogação da lei municipal é a falta de dinheiro para instalação dos equipamentos necessários.
Transparência
A lei municipal que determina a transmissão ao vivo das sessões de licitação realizadas pelo poder público municipal em Birigui tem como objetivo dar transparência aos procedimentos.
Válida também para processos licitatórios de autarquias e fundações municipais, a legislação é resultado de projeto apresentado pelos vereadores André Fermino (PSDB) e Cesinha Pantarotto (PSD), que foi acrescido de emenda de Zé Luis Buchalla (Patriota).
Segundo o texto, devem ser transmitidas com áudio e vídeo todas as fases consideradas públicas dentro dos procedimentos que envolvem a reunião de licitação. Essa transmissão pode ser feita pelos meios de comunicação oficiais, como sites e redes sociais.
Sem orçamento
No projeto que prevê a revogação total da lei, protocolado nesta segunda-feira, o Poder Executivo argumenta que somente após a sanção e publicação é que foram tomadas as providências para viabilizar a implantação do serviço, incluindo as cotações de preço.
Não foi divulgado o valor necessário, mas o texto informa que a referida despesa não estava prevista e incluída no orçamento vigente da Secretaria Municipal de Administração é não possível transpor os valores necessários de outra pasta.
A Prefeitura argumenta que não tem medido esforços para saldar todas as dívidas em aberto, ficando impossibilitada de arcar com novos ônus e despesas, considerando a grave crise econômico-financeira enfrentada pelo município.
Por fim, a administração municipal alega que todas as sessões de licitação são públicas, têm sua realização previamente anunciada no Diário Oficial do Município e a revogação da lei não traria prejuízos aos munícipes e empresas interessadas.
