O Unisalesiano de Araçatuba (SP) realiza nesta quinta-feira (22), às 19h, o 5º Encontro Inclusivo, dedicado à discussão sobre acessibilidade, inclusão e direitos das pessoas com deficiência. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre o tema e contribuir para a construção de ambientes educacionais e profissionais mais acessíveis.
Promovido pelo Grupo de Pesquisa TESER (Tecnologias, Educação, Saúde, Etnodiversidade e Redes Inclusivas – DGP/CNPq), o evento é organizado pelas docentes Sueli do Nascimento, idealizadora do projeto, Maria Aparecida Teixeira Bicharelli e Mirella Martins Justi, coordenadoras de cursos da instituição.
Nesta edição, o encontro reúne representantes de 13 cursos, entre eles Psicologia, Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Nutrição, Engenharias, Educação Física, Publicidade e Propaganda, Jogos Digitais e Desenvolvimento de Sistemas. A proposta é discutir as barreiras arquitetônicas, comunicacionais, pedagógicas, tecnológicas e atitudinais que dificultam a participação plena das pessoas com deficiência na sociedade.
Segundo Sueli, a inclusão deve integrar a formação de profissionais de todas as áreas, uma vez que os desafios relacionados à acessibilidade estão presentes em diferentes contextos sociais. “A inclusão não pode ser compreendida como uma responsabilidade exclusiva de determinadas áreas profissionais. Ela precisa atravessar a formação de todos os profissionais, porque as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência estão presentes nos diferentes espaços da sociedade” , afirma, ao completar que o Encontro Inclusivo busca justamente promover a escuta, o diálogo e a reflexão crítica, para que o conhecimento se transforme em atitudes, práticas acessíveis e compromisso com os direitos humanos.
Painel
O encontro contará com a participação de pessoas com deficiência, familiares e profissionais que compartilharão experiências, conhecimentos e trajetórias de atuação. A proposta é valorizar o protagonismo das pessoas com deficiência e ampliar o diálogo sobre os obstáculos que ainda limitam sua participação plena na sociedade.
Entre os convidados estão a fisioterapeuta e perita judicial Ana Rafaela Zegobia, que tem paralisia cerebral; Elisângela Magalhães, cuidadora social e mãe de Théo Magalhães Castro, de 10 anos, criança neurodivergente; José Carlos Montoro, pessoa surda e diretor escolar aposentado; Luiz Eduardo Zago, professor com deficiência visual e especialista em acessibilidade e sistema Braille; e Erik Santos Vieira Frausto, profissional de Rádio e TV que atua como cinegrafista e tem lesão medular decorrente de um acidente de mergulho.
Para Sueli, a troca de experiências é uma oportunidade de aproximar o conhecimento acadêmico das vivências das pessoas com deficiência e estimular mudanças nas práticas profissionais. “Essa troca pretende contribuir para uma compreensão crítica das barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência e incentivar a construção de práticas profissionais comprometidas com a acessibilidade, a autonomia, a participação social e a garantia de direitos” , conclui.
