(Foto: Banco de imagem)
O vírus Sars-Cov-2 não causa danos apenas no sistema respiratório. A doença é multissistêmica, atinge vários órgãos, inclusive o sistema nervoso central, causando tontura, dor de cabeça, confusão mental, AVC (Acidente Vascular Cerebral), depressão, ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), insônia, estresse, piora crises epiléticas e esquizofrênicas.
Além de todos esses problemas, a covid-19 traz outros transtornos frequentemente relatados pelos pacientes, que são a perda do olfato e paladar e as alterações cognitivas, como perda de memória, foco, concentração, missão de coordenação, planejamento e elaboração de tarefas.
É importante destacar que, todas essas intercorrências na saúde não acontecem somente durante o período da doença, como também podem aparecer depois da covid-19 e os sintomas podem permanecer por vários meses. Por isso, devemos dar atenção especial para isso.
“Os sintomas neurológicos pós-covid não se devem somente à invasão propriamente dita do vírus dentro das células nervosas, causando a encefalite; se devem também à resposta inflamatória exacerbada que o vírus aciona. Na tentativa de destruir o vírus, o organismo recruta vários mediadores inflamatórios que causam danos às células nervosas, dificultando a produção de energia para as funções do cérebro, causando danos às sinapses, maneira pela qual os neurônios (células nervosas) se comunicam e podem causar até mesmo a morte dessas células”, explica a farmacêutica Dra. Andréa Lúcia Mendes Zani, proprietária da farmácia Manipullis, de Araçatuba (SP).
Além das células nervosas, o processo inflamatório provoca danos às células dos vasos sanguíneos, como as carótidas, responsáveis pelo aporte de oxigênio ao cérebro, essencial para o funcionamento dos neurônios.
“Esse comprometimento causa menos oferta de oxigênio, acarretando hipóxia e lesionando as funções cerebrais. A hipóxia também é resultante da alteração da capacidade de troca gasosa pelos pulmões acometidos pela doença”.
A inflamação aciona os megacariócitos, células que dão origem às plaquetas. Com aumento das plaquetas, maior formação de trombos, resultando em uma hipercoagulação, causando obstrução dos vasos sanguíneos, menos fluxo, menos sangue, menos oxigênio, mais lesões das funções cerebrais, principalmente nas regiões responsáveis pela memória curta, foco e concentração. “Esses trombos podem permanecer meses após alta do paciente, por isso o acompanhamento é importante”.
Como melhorar a memória?
Assim como os exercícios físicos são essenciais para a recuperação da boa saúde, a ginástica para o cérebro é fundamental para acelerar a recuperação, diminuir os sintomas e o envelhecimento do cérebro.
Nesse sentido, desafiar o cérebro a fazer coisas novas, como mudar o caminho para casa, jogos e atividades que estimulam a memória e foco, como olhar uma figura cheia de animais e em um minuto elencar todos os animais lembrados em um papel, fazer palavras cruzadas. A ideia é criar redes neurais mais fortes e efetivas.
Para o olfato e paladar, “devemos estimular novamente cheirando e experimentando odores e sabores perdidos e os novos. Na farmácia Manipullis, manipulamos odores e sabores para ensinar, para estimular as regiões do cérebro específicas desses sentidos”.
Já para memória, foco e concentração, são indicado os produtos anti-inflamatórios com antioxidantes coenzima Q10, ácido alfa lipoico, vitamina E e C, e do complexo B, principalmente B1, B2, B3, B5, B12, além de acetil carnitina, taurina, melatonina (ação neuroprotetora).
“Temos também o PQQ, que estimula a formação de mitocôndrias para produzir mais energia para células nervosas, além de Bio Art, que é um vasodilatador e antiplaquetário, para aumentar o fluxo sanguíneo e do BHB, importante para melhorar as funções cerebrais. Na farmácia Manipullis, temos a fórmula completa e precisa desses ativos para a saúde cerebral, para a longevidade das células nervosas, a chamada fórmula booster mitocondrial”.
Resultados
A policial militar Silvana Rodrigues Alves, de 46 anos, foi infectada com o novo coronavírus e como sequela, observou que não se lembrava de algumas palavras. Após estudar, por exemplo, ela não conseguia responder questões escritas. Nas atividades do dia a dia, notou que conseguia se lembrar de horários, somente se colocasse o despertador com lembretes.
Para tentar resolver o problema, foi em busca de medicação. Em contato com um amigo farmacêutico, o mesmo a informou que as medicações convencionais não tinham tudo que ela precisava para recuperar a memória. Então, o profissional sugeriu a medicação manipulada e Silvana solicitou os produtos na Manipullis.
“Os resultados foram ótimos, após uma semana tomando a medicação, eu já conseguia me concentrar na leitura e nas atividades de responder questões e na escrita, voltando a conseguir escrever as frases com as palavras-chaves que antes eu não lembrava. Vejo melhora todos os dias”, finaliza Silvana.