Confira a entrevista na íntegra:
No caso de pessoas que foram infectadas com o novo coronavírus, por que ocorre a queda capilar?
São várias as causas da queda capilar pós-covid, primeiramente a febre, o fator emocional (ansiedade) que aumenta cortisol no organismo, fora o cortisol (corticóide) que é administrado via oral para conter a hiperinflamação, uma consequência da infecção pelo vírus.
Outra causa é a disbiose da microbiota que a doença causa. É de conhecimento que quando alguém é acometido pela covid-19, a população de bactérias benéficas que moram no nosso intestino diminui drasticamente, enquanto a população de bactérias ruins aumenta. Inclusive, essas bactérias ruins, em situação de equilíbrio, jamais estão presentes nos pulmões, o que difere quando estamos doentes.
Imagine, se no intestino já causam estragos, o que elas fazem nos pulmões é uma imensa injúria. Além disso, outro medicamento utilizado no tratamento da covid são os antibióticos, matando mais ainda as bactérias boas do intestino.
O que tem a ver a queda do cabelo com a população de bactérias?
O organismo, na tentativa de conter essas bactérias ruins que produzem toxinas e diminuem a absorção dos nutrientes e a resposta imunológica - no intestino também temos resposta imunológica frente a qualquer inimigo -, causa mais inflamação, além da hiperinflamação já causada pelo vírus.
Esse processo inflamatório dá origem a uma desenfreada corrida para aniquilar o vírus e as bactérias ruins, formando muitas substâncias que causam danos às células em geral, inclusive às células do tecido folicular, acarretando até a morte das mesmas.
Chamamos isso de estresse oxidativo, que causa menos oxigenação no bulbo capilar, diminui os nutrientes para a queratinização (formação do fio) e aumenta a fase telógena do ciclo capilar, ou seja, o fio se desprende da papila dérmica antes da hora.
A falta de oxigênio se dá pelas alterações das células dos vasos sanguíneos e pela troca gasosa comprometida pelo pulmão. A falta de nutrientes é provocada pela síndrome de má absorção dos alimentos pelo intestino. O vírus também ataca as junções neurológicas, causando perda de olfato e paladar e sabemos que, quando perdemos esses sentidos, tendemos a ingerir menos alimentos, o que acarreta a uma má nutrição.
O vírus também ataca a porta de saída de ferro das células, que o armazenam na forma de ferritina. Inclusive, a ferritina é um marcador de como nós estamos; se está alta, é porque estamos inflamados e quando isso acontece, significa que o vírus está destruindo a porta de saída do ferro. Por exemplo: o ferro armazenado dentro da célula do fígado não tem como sair para ser transportado por meio da transferrina para as células que precisam desse mineral. E algumas dessas células compõem o tecido periférico que os cabelos fazem parte.
Além de ferro, o cabelo precisa de proteína. O vírus compromete tanto a produção da mesma (proteína) como a digestão das proteínas ingeridas pela pessoa. E tem mais: as vitaminas, os minerais e outros nutrientes providos da alimentação sempre serão priorizados para os tecidos vitais, que precisam mais; os cabelos, as unhas e a pele são deixados por último e m
uitas vezes não chega nada. Sem nutrição, sem material para formar fios, cabelos caem mais, como também podem deixar de nascer.
Há alguma prevenção para que a queda não ocorra?
Como prevenção de modo geral, devemos manter nosso organismo desinflamado. Sabemos que a obesidade, a hipertensão, diabetes tipo 2, resistência insulínica, são tipos de inflamações subclínicas, por isso pacientes que portam essas doenças tendem a evoluírem para a forma grave da doença da covid-19.
Por isso, manter uma vida saudável e a nossa microbiota em equilíbrio é fundamental.
E como podemos fazer isso, para que a probabilidade de casos graves seja diminuída?
Além de alimentação, que tem que ser o mais natural possível, com poucos alimentos processados ou ultraprocessados, temos que suplementar com nutracêuticos anti-inflamatórios, como fosfalipideos de caviar, Bio Art (esse também aumenta a oxigenação), Dimples e Biointestil.
Temos também que adicionar antioxidantes como quercetina, resveratrol e ácido alfa lipóico para diminuir o estresse oxidativo. O favorecimento do crescimento das bactérias benéficas se dá oferecendo alimentos específicos para as mesmas, que podem ser inseriados em dietas, como XOS, Fibregum e GOS (Galacto-Oligosaccharides), sendo este último presente no leite materno.
Além disso, temos que fornecer algumas cepas de probióticos (bactérias boas) para o organismo, mas não em muita quantidade, porque isso também causa inflamação e é tudo que não precisamos nessa hora. Clausiipro® é um probiótico de bacilos Gram-positivos indicado para reestabelecer e manter o equilíbrio da flora intestinal. No lúmen intestinal, local em que as condições são propícias ao seu crescimento, os esporos de Clausiipro® germinam e se proliferam, produzindo ácidos orgânicos que inibem a multiplicação e colonização de bactérias patogênicas no intestino.
Dessa forma, auxiliam no aumento de bactérias benéficas na microbiota intestinal.
O restabelecimento do tecido, principalmente o intestinal, é muito importante, pois a hipermeabilidade intestinal, que deixa passar toxinas, bactérias nocivas e não retém o alimento para ser absorvido, pode ser contemplado com a suplementação de vitamina A, zinco e silício orgânico como Exsynutriment, Biosil e Nutricolin (opção para vegetarianos).
O fornecimento de superalimentos como In Cell, onde os micronutrientes se encontram muita mais fácil para serem absorvidos, é uma maneira de diminuir a queda de cabelo, bem como o Keranat, que é um nutracêutico exclusivo para nutrir o bulbo capilar. Oferecer a Lactoferrina também é uma ótima opção para levar mais ferro ao tecido folicular.
No próximo conteúdo, abordaremos outro sintoma que as pessoas que foram infectadas com covid-19 podem apresentar: a falta de memória.